Encontro Semanalonline

Imagem corporal e corpo guion

Paz e Amor. Mnahrkiwon.

Como é conhecido da ciência humana e de muitos que lidam com trabalhos com corpo ou aqueles que lidam com a saúde, o corpo constrói uma imagem mental associada a regiões específicas do organismo cerebral, assim como imagens secundárias associadas aos reflexos e às partes treinadas e reconhecidas pela mente. A imagem corporal cria correspondências diretas interassociadas aos sistemas relacionados ao organismo físico. Do ponto de vista do nosso conhecimento, portanto, extra-humano, essas associações também estão ligadas a processos mnemônicos idáricos e constituem uma parte essencial para o desenvolvimento mental e o conhecimento e reconhecimento de si. Há muitos aspectos relacionados às imagens corporais. As associações acontecem em todas as direções. Isto quer dizer que a parte interna também cria a sua experiência mental-física associada. Assim sendo, o movimento corporal está associado a determinados aspectos estrategicamente importantes para o organismo físico. Durante a formação do sistema neurovegetativo e do sistema neurológico como um todo, os sistemas de sistemas de paridade agem criando as vias de acesso com o organismo físico. Essas vias são criadas com base na expressão dos fílens. Os fílens, como já foram demonstrados, surgem ao nível celular, e são certamente o acesso às ressonâncias selidentes dos processos inscienciais, ou seja, do eixo consciencial que formam todas as referências paritárias para o desenvolvimento da relação do corpo com a mente, mais especificamente relacionado à formação e à habilidade de interação entre a mente e o corpo. No primeiro momento da concepção, o organismo físico não tem parâmetro para se estabelecer, então, em torno do óvulo e do esperma, há já a influência, quando o esperma alcança a parte pré-concepção. O ser espiritual, guiado e tocado pelo ser Ranamás, estabelece cerca de 5000 ligações com a estrutura orgânica projetada. Essas ligações estão disponíveis para serem utilizadas ao longo de toda a vida. E, na medida em que se desenvolve, mais 8000 ligações podem ser estabelecidas, num total de 13000 ligações aproximadamente. Essas ligações projetadas estabelecem no ser insciencial a maior parte das suas possibilidades orgânicas. Elas podem nem ser utilizadas, mas estão aptas a serem ligadas, estabelecidas entre a mente, como representante do ser insciencial, e as possibilidades apresentadas pelo organismo físico. O ser insciencial, naturalmente, estabelece, na medida em que os seres “celulares” se estabelecem em seu conjunto orgânico em formação e a ser formado. Certamente, há muitas variáveis que influenciam o guia genético. E essas influências vão, na medida de suas ordens genéticas e inscienciais, portanto, ordens genéticas inscienciais, elas são diferentes das orientações ordinárias, ou seja, que acontecem seguindo o plano genético. Todo o processo é acompanhado pelo ser Ranamás até o terceiro mês de nascimento, quando, na medida em que tudo se encontra dentro das questões a acontecerem, sejam de sucesso ou não, o ser Ranamás estará presente. Em alguns casos, por mais tempo, e outros, por mais tempo ainda, sendo, entretanto, cada vez menos os casos relacionados ao acompanhamento Ranamás. A relação de acompanhamento é, entretanto, muito sutil e à distância, ou seja, o ser Ranamás verifica a iluminação do processo, ou seja, o andamento dos parâmetros de energia, de aergia e da formação das linhas ki.

A formação no processo de gestação estabelece a maior parte das principais ligações de paridade e o exercício de seu funcionamento até os pulmões ativarem os processos dos centros de energia especificamente relacionados à oxigenação pelos pulmões. O organismo físico vai se tornando apto até o dia, portanto, da respiração por meio dos pulmões. É o momento em que a maior parte dos processos de paridade já se completaram como um teste para o acesso mental às estruturas corporais. Na medida em que o organismo físico vai se reconhecendo insciencialmente, vai alcançando também os níveis inscienciais. O nível mais básico se divide em dois que é a insciência íntima gestacional e a insciência íntima propriamente dita, que estabelece todas as principais ligações e disponibiliza perto de 5000 dessas ligações. À medida que isso se desenvolve até o sétimo ano de vida, a mente alcança metade das 13000 ligações e até a “puberdade”, alcança próximo de 13000 ligações disponíveis para o eixo consciencial em suas habilidades interativas e a estrutura orgânica. Portanto, em uma média de 1000 ligações disponíveis por ano até os 13 anos de idade. Esta referência não significa que será utilizada pelo corpo ou pela “pessoa”. São disponibilidades orgânicas mentais, que vão sendo estabelecidas, ligadas e disponibilizadas. Isso significa que proporciona o avanço ou o alcance de habilidades mentais orgânicas, corporais, etc. A imagem corporal é um dos parâmetros mais precoces porque se inicia a partir do momento em que parâmetros de orientação intrauterinos são funcionais e isto deve variar em torno de 20% como referência já estabelecida. Por exemplo, muitos seres intrauterinos relacionam-se com as paredes e o líquido de forma sensorial, e colocando as mãos na boca ou tocando e pegando as estruturas do cordão umbilical, ou mesmo do próprio corpo. Esta relação intrauterina forma os primeiros parâmetros da imagem corporal, assim como especialmente a base mais sólida inicial do corpo mental. Aí vamos ver a diferença entre a imagem corporal e o corpo Guion, que é o corpo mental. A estrutura de reconhecimento que estabelece o reconhecimento de si e o reconhecimento do ambiente está relacionada intrinsecamente à imagem corporal. A estrutura do corpo vai se formando e ocupando os espaços neuronais físicos e estabelecendo suas associações baseadas na quantidade de vezes que a experiência se repete, formando nas estruturas celulares correspondências interassociadas dentre as estruturas celulares e o conjunto de reconhecimento do cérebro em relação ao corpo ligado a este cérebro. A estrutura física, portanto, estabelece o seu cais, o ponto de origem para que a mente se relacione com o corpo e o corpo corresponda como instrumento autógeno, autóctone do ser, tanto em relação a si quanto em relação aos outros. E essencialmente o outro representado como a sua mãe, o seu ambiente Kalamatsana existencial inicial. Ele surge como referências mentais mínimas, que irão se estabelecendo de imediato. Inicialmente, a referência mental se estabelece até 10 vezes mais rápida do que a formação da imagem corporal. Isto significa que toda experiência corporal associada desde o útero é acompanhada de processos mentais bem mais intensos e mais repetidos, formando uma impressão introspectiva, proprioceptiva da experiência inicial de reconhecimento da existência. Nesse aspecto, o ser Ranamás vai gentilmente, delicadamente, com o devido distanciamento, levando ao sucesso todas as situações possíveis, pois o encaixe entre o ser espiritual e suas demandas energéticas controladas pelo ser Ranamás deve ir se adaptando e descobrindo a sua fonte de amor que está ligada à sua mãe e à experiência da sua mãe com o mundo exterior. Na medida em que todas as estruturas vão se encaixando, a natureza física vai se moldando e encontrando os seus espaços de autoreconhecimento. Os sistemas de paridade do corpo Guion já têm mais facilidade de acessar as possibilidades e passam a propor baseados na sua natureza de autorreconhecimento. Passa a propor ao corpo os seus comportamentos, as suas diferenciações, e inclusive influenciadas pelos extravasamentos inscienciais, ou seja, as sombras de outras vidas, as visitas permitidas pelos seres Ranamás, que vão ajudando ao ser insciencial encontrar-se em seu leito materno, em seu leito de filho, em seu leito existencial, em seu leito ambiental, onde a experiência da vida física duplinada alcança as suas reverberações. Com o tempo, a luz mental vai formando as suas incursões através das aberturas, dos extravasamentos. Essas aberturas propositalmente permitidas, podem fazer ligações com parentes, com os pais, com avós, com as possibilidades de um futuro melhor, de um desenvolvimento naturalmente ligado ao amor. Os seres Ranamás explicam muitas situações para que o suirsoma possa se expressar para o ser insciencial, mostrando que há amor e há a experiência de viver e esse amor deve ser expresso na experiência de dependência entre pais, mães, parentes, tutores, etc., que estarão no caminho desse ser indefeso, ingênuo, mas dotado de possibilidades que vão se abrindo na medida em que a experiência avança na definição das imagens, na definição dos sons, na percepção do próprio corpo, e nas boas relações que tem como expectativa na experiência de encontrar a si num caminho desconhecido. O conhecimento e o reconhecimento são as ferramentas da mente Guion, do corpo que se forma mentalmente, um corpo indisciplinado, um corpo à vontade, mas, em muitos casos, dotado de muita sensibilidade. Isto quer dizer que dependendo daquilo que veio fazer, dependendo de seus suirsomas, cada um terá que olhar para si, reconhecer a si. Isto é, portanto, a primeira proposta do nascimento. Primeiro, sentir o amor materno, sentir o amor paterno, sentir o amor do ambiente. Sentir sem definir, pois a definição vai se fazendo através da repetição. A repetição não é um processo mecânico, muito antes pelo contrário. É um processo criativo, porque está estabelecendo criativamente a sua imagem corporal e a sua referência mental, ou seja, o corpo Guion, ambos. A imagem corporal, que pode ser ao longo da vida transformada e treinada, depende do sucesso das habilidades de uma forma geral, e entre essas habilidades há as habilidades estendidas. As habilidades estendidas são habilidades específicas do corpo Guion. O corpo Guion é, portanto, uma mescla entre os trânsitos mentais indefinidos e as definições das imagens corporais. Essa mescla estabelece caminhos mentais para a experiência das habilidades. Os caminhos mentais são acessos às possibilidades implantadas pelos processos inscienciais, que dialogam na linguagem dos processos genéticos, estabelecendo, portanto, ligações genéticas previstas e não previstas, promovendo aleatoriamente, na medida em que as expressões se fazem presentes, gerando mutações, gerando transformações que vão acontecendo e formando a estrutura existencial física como um todo. Inclusive, os próprios líquidos e substâncias bioquímicas vão funcionando como arcabouço mnemônico para o funcionamento e a formação da estrutura orgânica. O aprofundamento vem, portanto, de dentro para fora, ou seja, o ser insciencial se amplia muito mais rápido no corpo Guion, abrindo os espaços e as possiblidades para as experiências sensoriais proprioceptivas para as experiências mentais que vão se formando a partir da interação com o meio ambiente e, principalmente, com o diálogo com a mãe. Esse diálogo inicial é de extrema sensibilidade tanto para a formação da imagem corporal, quanto do corpo Guion, ou seja, para a estrutura mental do ser insciencial, que vai se fazendo formar pelas estruturas celulares do seu corpo, incluindo todo o trânsito do sangue, da respiração, todo o trânsito dos fluxos da estrutura nervosa, do uso do corpo de forma a trazer suas reações e integrá-las ao corpo da experiência vivida. É, portanto, essa parte inicial, relacionando a imagem corporal e a experiência mental desde sempre. Ambos caminham juntos, mas cada um com o seu aspecto, e as suas funções, as suas reações, as suas construções. De uma forma ampla, a experiência duplinada propõe uma integração absoluta entre corpo e mente. Entretanto, a experiência divergente social, que impõe as limitações e as agressões, também vai cumprir um papel limitador e transgressor à estrutura que se cria ingenuamente, E na medida em que a experiência mental é formada, a imagem corporal avança, adequando-se, limitando-se, impondo a si couraças defensivas, pois, cada ser tem a sua experiência com a sua mãe e com os outros. Sempre, a figura materna cumpre um papel extremamente importante, pois a experiência de viver relaciona-se com os fluxos de pulsões psíquicas que vão se formando e criando os seus âmbitos próprios e adequados às suas habilidades e possibilidades de defesa, ao mesmo tempo, para encobrir a dor ou para expor ao prazer e a relação materna recapitula as experiências futuras antes de que elas possam acontecer. Esta experiência, portanto, apesar de não ser uma experiência de vivência, é a experiência da genética que já estabelece parâmetros de reação de defesa e constitui vias para que essas reações se defendam das agressões. A figura materna que representa fonte de amor, também pode passar a representar fonte de dor. As experiências dos outros, em menor ou em maior escala, dependendo da experiência materna ou da ausência da experiência materna, então passa a constituir os complementos básicos para a experiência da felicidade. O amor é sempre a expectativa do ser insciencial, pois ele está próximo da essência amorosa. Mas, a construção do corpo e do corpo Guion, do corpo físico através das suas imagens corporais, de suas representações, de suas sensibilidades, gera a estrutura básica do sentimento ainda no útero. A experiência Kalamatsana cria, portanto, toda uma aura, toda uma luz de amor, que pode possibilitar o sucesso e o desenvolvimento daquele ser como pessoa, como ser altruísta, ou como ser divergente de sua experiência amorosa. Na medida em que esse ser se constrói mentalmente e corporalmente, vai dotando de suas microautonomias. As microautonomias relacionam-se às possiblidades desenvolvidas dentro dos seus níveis de idade e de maturidade. Certamente, já na fase adulta há muitos hiatos, há muitas lacunas em todos os seres humanos. E é por isso mesmo que os sistemas de paridade continuam a se desenvolver, porque sempre haverá possibilidades de alcançar novas formas de reconhecer a si, novas formas de desenvolver a si, novas formas de acolher mudanças e transformações e essas possibilidades estão dentre as 13000 ligações. Normalmente, um ser humano até a sua vida adulta liga menos do que as 5000 iniciais. Poucas vezes alcançam 3000 ou 3500 dessas ligações. Então, isso pode demonstrar um lado “bom” e um lado “ruim”. O aspecto negativo é a falta de desenvolvimento de habilidades que poderiam mudar e transformar uma vida que não esteja se aproximando do seu suirsoma, uma vida que esteja caminhando para o lado da destrutividade. E pelo lado positivo, o aprendizado de que há muitas possibilidades em aberto para cada pessoa. Isso significa que você provavelmente não desenvolveu muito o seu potencial, e isso lhe aponta uma grande possibilidade. É possível desenvolver o seu potencial. Ele está disponível para você desde que você veio ao mundo. E há muito mais possibilidades do que o contrário. O contrário apenas se acomoda na indivisibilidade do seu egoísmo. Então, é possível abrir-se ao amor, descobrir a si em todas as suas formas do seu ser, pois a sua luz alcança a sua essência e dialoga com clareza. Então, é preciso que você creia em si e que dialogue com sinceridade, que aceite a sua dor e alcance o seu amor. Que insira em sua experiência a força volitiva e transformadora do seu ser, que é a vontade de viver, que é a vontade de descobrir, que é o seu ser em si, a beleza da sua essência, a força da sua vitalidade, o alcance das suas mãos ao alcance dos seus pés, da sua mente, da sua capacidade de ser muito mais. O mais claro não é quantidade. O mais é o essencial. O amor, compreender a vida, alcançando aos outros, pois foi e é pela via materna que significa os outros, a mãe é os outros. A vida é alcance por intermédio dos outros. A duplinação não é uma experiência individualista. É uma experiência coletiva. Até você ficar independente, você dependeu do coletivo, e por isso mesmo deve continuar a se depender do coletivo, alcançando a sua autonomia de ser coletivo, de ser altruísta, de ser o amor. Agradecemos. Paz e Amor. Paz e Amor.

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Pessoal

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Grupo: Eu queria te perguntar hoje, a respeito do que foi falado hoje, do corpo mental e do corpo físico, e eu trabalhando com as crianças que não tiveram contato com a mãe, a não ser durante a gestação, o que eu poderia fazer para ajudar mais essas crianças?

NA: Quanto menores as crianças, mais o seu amor. Quanto maiores as crianças, mais a sua compreensão.

Grupo: Muito obrigada. Paz e Amor.

Grupo: NA, primeiro lugar, quero agradecer. A gente conversou alguns encontros atrás e hoje foi o pontapé inicial no projeto. Senti a presença, o acompanhamento, e os outros amigos que estão comigo. Quero agradecer muito e pedir para continuar me acompanhando e me ajudando a encontrar os melhores caminhos, as melhores formas de desenvolver esse trabalho.

NA: Igualmente agradecemos e esse tema está muito relacionado à sua experiência.

Grupo: Sim eu percebi e agradeço muito.

NA: Vamos falar a segunda parte num próximo encontro.

Grupo: Que ótimo! Muito, muito obrigada. Eu queria aproveitar e tirar uma dúvida com relação ao exercício da semana passada. Eu gostaria de saber se faz diferença a posição dos olhos. Pois é exercício feito com os olhos abertos e eu percebo que quando eu coloco as mãos na linha dos meus olhos e quando eu coloco as mãos um pouco abaixo eu sinto alguma diferença no exercício. Eu queria saber se isso é só uma impressão minha e se faz sentido.

NA: Você pode fazer uma associação com a musculatura ocular e com os processos mentais. São coisas distintas com … . Podemos falar hoje que a relação entre a ação de transferência de energia ou de alcance da percepção do outro quando você tocar… É disso que você está falando, né?

Grupo: Sim

NA: Então. As projeções, você pode associá-las. Ou seja, o que você percebe de uma forma, você estabelece como referência. E da outra forma, como outra referência. E assim, quando sentir, você poderá usar tanto uma quanto outra, baseada no efeito que você sente.

Grupo: Sim, porque eu já fiz alguns treinamentos que usam exatamente esses movimentos dos olhos para acessar algumas memórias.

NA: Muito bem, é isso mesmo.

Grupo: Então tem essa relação mesmo, né?

NA: Tem. Mas é você que você estabelece a associação. Quer dizer, a ligação entre uma coisa e outra é feita pela sua sensibilidade e pela sua ação consciente de estabelecer essa ligação intuitiva. Na medida em que ela se estabelece, ela passa a corresponder adequadamente, cada uma com uma função diferente. Assim são os processos mentais.

Grupo: Muito obrigada, e mais uma vez muita gratidão pelo trabalho que eu estou desenvolvendo e com a ajuda de vocês.

NA: Igualmente agradecemos. Continue.

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Pessoal

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Grupo: O que difere um ser humano comum daquele que é considerado genial? Estou perguntando porque ao longo dos anos eu venho trabalhando com diversos alunos muito talentosos e 2 foram extremamente talentosos, e aprendem com uma velocidade fenomenal. E sempre me espantou observar a pessoa genial. Qual é a diferença falando de questões mentais, espirituais? Por que alguns são dessa maneira, geniais?

NA: Há várias perspectivas para se compreender o desenvolvimento de cada um. Mas, podemos dizer que dentro do seu âmbito como professora, aquele que tem talento não fará desenvolver o professor ou a professora. O que não tem talento irá fazer desenvolver o trabalho do professor. Mas, do ponto de vista da habilidade, há muitas razões para as ligações se fazerem. As tais 5000 ou 13000 ligações. Elas se fazem pelos extravasamentos, ou seja, pela ligação com as experiências anteriores, de outras “vidas”, ou essencialmente e principalmente porque aleatoriamente a espiritualidade permitiu, ou seja, tanto os Ranamás quanto aquilo que a pessoa em si é. Entretanto, as habilidades são pontuais. Ele pode ser ótimo nos dedos ao piano e de péssimo caráter. Então, a essência de cada um não condiz com aquilo tudo que diz respeito à sua experiência de viver. Entretanto, ele terá que unir a sua habilidade para se aproximar da luz do amor. Se assim proceder, irá ao encontro do seu suirsoma, desenvolvendo-se muito mais como pessoa, como ser Kalamatsana. Aquele que tem dificuldade, pode ser uma pessoa buscando a sua essência. Então, ele depende do coletivo. Ele depende do professor. Ele depende da mestra. Ele depende do ser que está lhe dando as mãos para que ele supere as suas dificuldades. E se assim acontecer, alcança o seu ser. Talvez seja isso que mais importa. Aquele que vai fazer sucesso e transformar-se em uma ilha egoísta, pode ser muito bom para ele, mas nada mais. Paz e Amor.

Grupo: Muito obrigada. Não sei se é uma pergunta. Se não for, gostaria de ouvir expor sobre esse tema. É um tema bastante delicado. Você falou sobre acolhimento, sobre as mães que acolhem, sobre o perdão, perdoar a mãe. No caso de uma duplinação que foi “interrompida”, como uma mãe que decide não abandonar o filho já nascido, mas que opta por interromper a gestação, por vários fatores. Mas, a mãe que opta por isso. Então não há a duplinação. Queria ouvir um pouco sobre esse processo, porque é tema tão largamente debatido e tão vivido no mundo inteiro, em diferentes culturas. Há formas distintas de se lidar com o tema. Cada país com sua forma, com sua relação, ou liberal, ou de atribuir culpa, ou de proibir, ou de liberar, enfim… A pergunta é um pouco mais profunda do que questões políticas. Como acontece? Qual o processo desta criança que teve sua duplinação interrompida? Qual é a relação desse ser que não pode duplinar por uma opção da mãe, independente dessa mãe ter sido forçada a tomar essa atitude por alguma questão? E há perdão desse ser que não duplinou? Ele compreende a opção dessa mãe? Queria ouvir sobre o tema, por gentileza.

NA: Paz e Amor. Interromper uma gravidez propositalmente, interromper uma vida propositalmente é na mesma “classificação”, sem a moral humana, de interromper a sua própria vida. O suicídio. Então, certamente, isto é percebido, não só pela espiritualidade e por muitos seres humanos em torno desse evento, como também é previsto que há essa possibilidade. Em muitos casos se justifica, pelo fato de certas condições serem mais importantes do que a experiência a ser vivida. Então, o desafio é de cada um. É o suirsoma. É a experiência de descobrir a vida. Se você entender sem crítica moral, mas compreendendo à luz do amor, o desafio proposto é menor do que a negação do desafio. A experiência a ser vivida, frequentemente, ela não se justifica. E, se ela ocorrer, se somará às consequências da natureza das questões. Então, na maior parte dos casos, independentemente se está certo ou errado à luz da moralidade humana, a experiência suirsômica irá trazer mais dificuldades suirsômicas para aqueles que negarem a experiência proposta pela vida. Quando é uma ação do ser que vai provocar o aborto, ou seja, ela sabia dos riscos e mesmo assim agiu, não são as forças tehili que estão levando, mas o ser que está transformando as forças tehili. Ele está invertendo a sua situação suirsômica, distanciando-se do amor. Entretanto, na maioria dos casos, os seres humanos não irão compreender a luz suirsômica, porque ela está num nível de experiência mais ampla. E aquele que assume a sua parte e ainda a transforma em experiência de amor, irá se beneficiar, pois se aproximou do seu suirsoma. Não seria semelhante àquele que se transforma em um assassino? Evidente, tomando-se as devidas proporções, pois um é grave, e o outro também é grave. É grave porque se distancia do seu suirsoma, produzindo a negação de uma vida. A importância disso só será percebida por cada um. À luz da nossa compreensão, a dor pode ser evitada por meio do amor e ponto final. Se você aceita, os seus desafios serão grandes. Mas, serão maiores se você não aceita. E provavelmente também as repercussões. Não precisamos descrevê-las, pois elas se transformariam em argumento moral. Não nos interessa a argumentação moral. Interessa compreender que o alcance de cada um em sua experiência duplinada vai surgindo e transformando você. Se as suas ações conscientes podem detonar o seu suirsoma, isso será bom ou será ruim? Você pode pensar sobre isso. O perdão é um atributo de cada um, pois o perdão é da individualidade. É o ser que é beneficiado pela dor que deve perdoar, alcançando a experiência do amor. Cada um tem o seu alcance em seu ser, em sua experiência. E, se você vai cortar com um aborto ou abandonar depois, não é a mesma coisa. Depois, o ser abandonado terá que superar a si e perdoar a sua mãe. Se ele não vier ao mundo, ele terá que fazer isso do lado de lá, se é que ele vai encontrar, em algum momento, com sua mãe. Então, a vida é o que ela é de uma forma ou de outra. Não adianta muito se fantasiar de liberdade, pois a liberdade pressupõe responsabilidade e não responsabilização. Não é você que responsabiliza a si se culpando. É você que se responsabiliza pelo outro. Você aceita? É um desafio. É um desafio às vezes duro, mas, às vezes compensador, desde que seja orientado à luz do seu amor. Ele está em você. Infelizmente, algumas pessoas não encontraram ainda esse amor interno, esse amor insciente que existe em todos. É preciso alcançar a si, é preciso amar a si. Não haverá nenhuma condição que possa impedir a felicidade, mesmo não abortando. Paz e Amor.

Grupo: Queria só te agradecer o acompanhamento que você deu essa semana para a Julinha e o Francisco e te pedir que continue acompanhando.

NA: Continuaremos. Paz e Amor. Agradecemos.

Grupo: Estou preocupada com meu pai e minha família no Brasil. Tem uma moça que fica com ele de segunda a sexta-feira, e soube que tem uma pessoa da família dela que está doente. Fiquei preocupada. Queria pedir acompanhamento e proteção para ele, para a família dela. Que tudo fique bem. Ele também tem feito alguns exames de acompanhamento de um tratamento que ele fez. Gostaria de pedir acompanhamento para ele.

NA: Acompanharemos. Agradecemos.

NA: Na medida em que a vida vai se formando, experiência esta que todos vocês já vivenciaram em parte, a vida se forma em sua mente por intermédio do seu corpo, dos seus organismos, dos seus órgãos, mas principalmente da integração existencial da sua mente. O seu corpo Guion. O seu corpo Guion interage com a sua imagem do seu ser, imagem que se forma cotidianamente por meio da experiência cotidiana da sua vida. Seja amor, seja você. Você é amor. Tente compreender que as mazelas da humanidade podem fazer parte das experiências da sua vida, ou de outras vidas, Mas, nunca é tarde para revelar-se ao amor, para encontrar a compreensão essencial, ampla e mais realista de que qualquer transformação precisará passar uma mudança na compreensão dos parâmetros desta humanidade. É possível que ela fique mais mil anos desta forma, principalmente se todos acharem que nada pode ser feito. A dor tende a aumentar na medida em que se nega ou se deseja uma frívola felicidade. As coisas passageiras são passageiras de qualquer forma. Ou seja, não há como inventar uma felicidade. A felicidade é uma ideia mal construída e mal inventada pela maioria das propagandistas da felicidade, pois não é obtendo valores, obtendo objetos, espaços físicos, terras ou fortunas que se obtém a felicidade. É bem possível que uma pessoa muito rica se esbalde no prazer e se afunde na desgraça pessoal. É muito propício para que ela reaja e distribua o seu amor pela vida, pois há naqueles que nada possuem e distribuem para milhares de pessoas o seu amor. O amor não é um atributo do ter coisas, é um atributo da essência do ser. Independentemente de quem seja, aquele que estender a mão para os outros, estará estendendo a vida para si própria, aproximando-se do seu suirsoma, a sua luz de amor. Que seja uma experiência para todos, não apenas para a eternidade futura. Seja o amor aqui, agora e sempre. Paz e Amor. Agradecemos. Paz e Amor. Mnahrkiwon.

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