Encontro Semanal

Atravessando a ponte Diata

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Paz e Amor.

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Vamos fazer o uso de um jogo de palavras, que normalmente não serve para muita coisa, mas precisamos fazer diferenciações nos sentidos daquilo que se diz sobre confiança. Qual é a fé da sua confiança? E qual é a confiança da sua fé? Muitas vezes, o aspecto do sentimento de si é tão minimizado na experiência cotidiana, que meros conceitos são suficientes para desestabilizar os sentidos atribuídos por você, e as diferenças de sentidos atribuídos pelos outros. Muitas vezes, a fé é algo de um poder maior supostamente atribuído pelos outros, como a ideia de Deus. Nem sempre ou quase sempre não é possível atribuir também a certeza, porque depende da sua confiança. Então, a fé se isola de si para ser uma crença atribuída pelo inexplicável, não querendo dizer que devesse ser explicável. Mas, o alcance da ignorância é suficiente para restringir ao isolamento aquilo que lhe é atribuído por você mesmo ou mesma, na sua expressão de fé. Majoritariamente, sem a real atribuição. Isto quer dizer que a fé também possui um componente social, não sendo, portanto, parte “real” do poder de influência da sua confiança. Então, não se pode dizer que ao se atravessar uma ponte, você diga: “tenha fé, atravessa a ponte!”. Mas, se diz “confie em mim”, o outro dizendo para um outro: “Pode atravessar, eu construí essa ponte”, o sujeito confia no outro, ele não tem fé no outro. Mas, a confiança tem, portanto, um alcance mais interno, quando esse outro diz: “confie em você e atravesse a ponte”. Certamente, muitos diálogos contraditórios podem ser demonstrados para dizer os diversos níveis e alcances de algo que mereça confiança, de algo que mereça fé. Qual é a fé que tens em sua confiança? Qual é a confiança que tens em sua fé? Não parece o jogo dizer da mesma coisa. De certa maneira, não são apenas simples sinônimos. Mas, podem até se contradizer, pois os seus âmbitos de significado dependem da sua experiência social. Assim, a confiança, algo mais íntimo do que a fé, que se intimiza na medida em que alcança as suas respostas, por exemplo, “eu já consegui muitos “milagres””. Essa espécie de barganha exigida pela confiabilidade expressa bem relações com as questões sociais e culturais. Elas podem variar de lugar para lugar. Mas, na sua intimidade, confiar em si, de forma mais ou menos específica, diz do movimento de confiabilidade entre a sua mente “tagarela” e a experiência vivida diante de suas questões práticas, aquilo que leva ao sofrimento, à dor, ao prazer, às aproximações, aos isolamentos, etc.. A experiência consciencial se beneficia desse trânsito de confiabilidade, lembrando que os sistemas de paridade relacionam a experiência corporal aos seus sucessos de desenvolvimento mental. Entende-se, pois, que as situações de experiência de confiança estejam relacionadas a tudo que o faz comparar com o sucesso ou com o fracasso das experiências de viver a vida. Esse aspecto é chamado por nós de Ponte Diata. Lembrando que sempre há uma certa ingenuidade ao se crer em algo. Grande parte das informações não são fidedignas de um único sujeito. Mas, especialmente, resultantes de pulverizações de muitas fontes de informação, de muitas fontes de conflito, de muitas fontes de dúvida, de muitas substituições, onde novas atribuições são levadas para as palavras. Entretanto, é necessário que se compreenda a existência das pontes Diatas, o que quer dizer sempre refletir internamente naquilo que se crê, naquilo que se confia, na sua fé, e na relação entre fé e confiança. Confiança e fé. Paz e Amor. Paz e Amor. Agradecemos.

Grupo: A fé e a confiança, estão presentes na relação de amor mais alto. Tendo amor…..?

NA: O amor possibilita a unificação desses sentidos, se o amor é incondicional.

Grupo: Essa questão da confiança, existe em outros mundos?

NA: Sim. Existe, não exatamente em todos. Certamente, não conhecemos todos.

Grupo: Intrigado com a última afirmação, que devemos refletir sobre nossa confiança e nossa fé, a fé é sem reflexão? Pensei o que é refletir sobre a fé e confiança?

NA: É muito frequente acreditar em algo e viver o contrário. Isto não é de se refletir?

Grupo: é a sintonia que cada pessoa tem com a vida e a confiança. O que você faz e o que confia

NA: Por exemplo. Isso mesmo. Muitos dos “males” reclamados pela humanidade, por vocês, por muitos outros, referem-se a isso. Será que o déspota concorda em fazer com ele mesmo o que ele faria ou faz com os outros? Será que o bandido vai assaltar o seu próprio filho dentro de sua casa e o ameaçando apenas para roubar-lhe? Será q o político irá estabelecer a mesma relação de leis dentro do seu lar, prejudicando a si mesmo, etc? Entre a confiança e a confiabilidade há um abismo que é o costume com as contradições. A convivência que gera conivência, fazendo com que qualquer contradição se transforme em normalidade, pois, de alguma maneira, não pode ser solucionado por você. Será que não?

Grupo: A confiança pede maturidade, não?

NA: O adulto impõe a imaturidade a todos, principalmente às crianças. O pai ou a mãe de uma criança podem burlar, na frente da criança, uma determinada situação, uma lei, ou qualquer outra regra, e impõe à criança que aceite. Não diz nada a ela, mas impõe.

Grupo: E essa criança vai crescer sob distorções, até que vire adulto que pode lidar melhor com sua confiança. A vivência da maturidade para por ordem……..

NA: Certamente a maturidade não é referência, incluindo-se uma interrogação em “o que é maturidade?” seria autorização para fazer coisas que não se deve fazer depois de uma certa idade?

Grupo: Maturidade seria exatamente viver de acordo com a sua confiança e sua fé.

NA: Esta seria um ideal de maturidade porque a palavra maturidade vem de um ser maduro, a fruta que está pronta para reproduzir, então, ela cai do galho e esborracha no chão. Ou seja, a imaturidade é a fruta que está no pé segurando as pontas. Se ela cair por causa de um vendaval ela não se esborracha. Muitas vezes, a postura do “adulto” em relação à criança e em relação a si é reivindicar a liberdade. Quase sempre em detrimento de outros. Nesse caso, uma situação típica de criticamente ser uma imaturidade. É preciso que se confie em si e que se vislumbre a sua consciência, os dilemas. As contradições precisam ser transformadas. A relação entre consciência e confiança, à luz do amor, impede que se acostume com as contradições. O que lhe sugere ou até naturalmente lhe impõe alguma transformação. Essas transformações não irão seguir um modelo vigente, que leva à ironia e até à auto-ironia, quando você sabe que está errado e erra assim mesmo, porque acha que não tem outra solução, impondo aos demais o mesmo conceito de si para que seja um espelho de uma sociedade sem solução. É preciso mudar em seu coração. Trazer à consciência aspectos mais próximos do amor, altruístas, colaboradores, aspectos mais realistas da sua condição de sofrimento. Muitas vezes, a realidade é tida como aquilo que destrói, como aquilo que não tem mais solução. Novamente, perguntamos “O que é a realidade?” o que você pensa e sente não é a realidade? A realidade é aquilo que os dominadores devem estabelecer para você? Considerando-se que os dominadores de forma impessoal, estabelecem as regras do que é a realidade? Outras realidades precisam “lutar” para se tornarem reais, e quem vai lutar por essas realidades? Tiradentes? Quem serão os protagonistas da sua vida? Quem leva a confiança que você transmite para os seus filhos e confirma com os seus pais, para um mundo cheio de conflitos? Os conflitos são conflitos do mundo. Você está fora do universo, do mundo dos dominantes? Você é o espelho do mundo dominante? Muitas vezes, as descrenças são minimizações dos mundos dominantes para dizerem que não existem forças maiores do que a força do capital, por exemplo. Até que micro-seres espalhem o terror, como uma doença, por exemplo. Até que os seres ignorados se “rebelem” para uma nova ordem dominante. Essa é parte da história da humanidade, mas ela se transforma, nem sempre pode se dizer que encontra o seu caminho, o caminho do amor. O amor é de fato e ainda é e sempre foi, até que se encontre em seu ciclo, o seu ciclo de dominação. E o ciclo de dominação do amor é o próprio amor, onde se equilibra com a paz. Paz e Amor é uma dependência da experiência de viver a vida compreendendo-se a incondicionalidade do amor. Então, a superação aos chamados poderes dominantes relaciona-se à compreensão em cada um de que a confiança em si, ao atravessar a ponte Diata, deve ser a superação dos dilemas cotidianos que parecem de forma irrefutável dominar a sua maturidade. Paz e Amor.


Grupo: Queria pedir uma mensagem para uma amiga, Helena, a filha mora na Inglaterra, e ela chegou dizendo q se iluminou. Fiquei sem saber o que fazer por ela, mas ela continua afirmando, e que a vida perdeu o sentido e a mãe está aflita porque está longe e não está entendendo. Pensei que uma mensagem para a mãe pudesse acalmar o coração.

NA: Agradecemos. ‘Cara irmã, os sentimentos humanos recheados de conflitos também podem se sintonizar tanto com os conflitos, quanto com algo que traga a supremacia de sentimentos de superação. Muitas vezes, superar os sentimentos pode ser considerado uma boa notícia porque certamente as experiências negativas podem ser testadas, pois quanto mais se consegue se desapegar das negatividades, menos dependerá das positividades, estando muito mais próximo de alguma neutralidade. Isso não quer dizer aumento ou diminuição de algumas necessidades. Pois, afinal, ao estar em um corpo, os sentimentos encontram-se em rotas de colisão com as necessidades da sobrevivência. Uma boa medida para se perceber se a superação é uma fantasia ou uma busca pela “verdade”, é notar os níveis de responsabilidade que a pessoa demonstra ter consigo e com os outros – quando as suas tarefas necessárias para a sua manutenção e para a manutenção dos outros encontram-se em equilíbrio e não geram conflito negativo para não gerar necessidades positivas. Desapegar-se pode ser uma ótima notícia quando as ações do desapego são demonstradas por ações de altruísmo de amor e respeito ao próximo, o que leva a impressões de si mais confiantes, o que faz com que no plano das energias corporais e “espirituais” haja perfeita harmonia, não tendo essa pessoa necessidades de prazer ou ansiedades, do medo. Mas, simplesmente, ações colaborativas, altruístas. Seja o amor a essência da compreensão dessas ações, do contrário, é preciso apoiar, ajudar e encontrar um diálogo franco e distanciado para que se ajude a ampliar a compreensão da realidade que cada um vive. Paz e Amor. Paz e Amor.

Grupo: Agradecimentos pelo pai.

NA: Igualmente agradecemos e acompanharemos.

Grupo: também queria agradecer, estou sentindo que estão perto da minha cassa, e isso está fazendo muita diferença para todos lá.

NA: Agradecemos igualmente, o amor é a essência de tudo que podemos trazer.

Grupo: falamos sobre a questão que Chico Xavier trouxe dos 50 anos de prazo, e sentindo de forma mundial, uma situação muito repressora, não positiva. Na visão de vocês, estamos num ponto de virada? Sinto isso no planeta. É correta essa percepção?

NA: Não podemos dizer sobre um futuro específico. Mas, são as atitudes de cada um que geram uma soma de transformação. Os chamados poderes dominantes que são os poderes econômicos, políticos, os poderes dos “chefes” de família, mães e pais, os poderes dos mais fortes, dos mais violentos, dos mais irresponsáveis, esses são alguns dos poderes dominantes, que determinam como as “coisas” irão acontecer. Há um grande acúmulo desses poderes. Qualquer confronto entre “poderes dominantes e não dominantes”, não há equiparação de sucesso nem de um lado nem de outro. Pois, as forças são absolutamente desiguais. Como os chamados poderes dominantes citados não conhecem a experiência do amor incondicional, sempre será a virtude dos poderes “não dominantes”, ou seja, o amor pode superar a dor. O amor pode ser “maior” do que toda força chamada dominante. Como? Pelas ações cotidianas de cada um, indo ao contrário do que determinam esses poderes chamados de dominantes. Eles são demonstrados pelas contradições. Eles são demonstrados pelas contradições.


Grupo: Um tempo atrás você disse que encontros como esse repetem em outros lugares. Há encontros como esses com entidades que propagam o mal?

NA: É possível, considerando que há grupos não humanos atuando nesse sentido. Há várias formas dessa atuação se fazer presente, por meio de processos de dominação mental para criação de sistemas, de armas, de estratégias, etc., ou diretamente, pela duplinação de seres com esses objetivos. Considerando-se também que apesar da difamação dos chamados “extraterrestres”, eles são coadjuvantes de seres humanos e seres humanos coadjuvantes desses seres. Entretanto, há outros fatores no nível não humano atuando para impedi-los. É o que restringe o descarte de toda uma humanidade. Paz e Amor.


Grupo: os seres que duplinam com essa finalidade vêm com o aval dos Ranamás?

NA: Os Ranamás compreendem muito mais profundamente as suas responsabilidades e estão bem além dessas questões. Não se pode atribuir aos Ranamás as responsabilidades dos outros. Os Ranamás possibilitam a duplinação. Independentemente, os Ranamás combinam com os seres o que eles devem fazer. Se eles vão cumprir ou não, não é um problema dos Ranamás, mas um problema de cada um. E as consequências da natureza irão incidir diretamente sem desvios em cada um. Os Ranamás podem ajudá-lo ou ajudá-los, estabelecendo limites e impondo aquilo que lhes compete. Como “existe” o livre arbítrio, assim seja, pode-se dizer, faça de si o que quiser. E depois, a própria natureza fará de si o que quiser para você. Não é uma troca, não é uma consequência, é a mesma situação diante do espelho. Paz e Amor.

[…] Questões particulares […]

Grupo: Podia um dia explicar a questão da duplinação e deduplinação dos outros seres, animais, plantas, peixes?

NA: É possível e se assemelha à experiência humana em muitos aspectos.Aquilo que se segue, baseado em sua confiança, lhe possibilita pensar o seu sentimento. Sentir o seu pensamento. É preciso dar asas ao coração para que a mente sobrevoe a sua experiência de viver a vida. Os seres humanos não se obrigam a serem maduros, mas impõem a maturidade apenas quando lhe convier. O sentido de suas contradições pode levar a uma disfunção da confiança. Viver contradições pode lhe adoecer. Saber das contradições pode lhe trazer sofrimento. É preciso mirar o amor diretamente em sua incondicionalidade, para testar-se, para seguir-se, para confiar em si. Para descobrir a sua fé, para dialogar com as possibilidades de se atravessar suas pontes Diatas. Que seja à luz de amor. Paz e Amor. Agradecemos.