Encontro Semanal

Experiências incompletas e experiências de opressão

Paz e Amor.

Solicitamos a permissão para a participação de convidados. Agradecemos.

O cotidiano humano tende a ser uniformizado e sem a adoção de novas perspectivas. Muitas vezes, as experiências são incompletas, e isso resulta em uma diversidade de situações negativas para aqueles que estão envolvidos em qualquer situação que traga para a frente a falta de soluções. A experiência incompleta pode resultar em doenças, especialmente relacionadas à construção interna de fatores da sensibilidade social e auto-confiança. O assunto precisa ser abordado relacionando-se à competitividade de fatores negativos e a natureza construtiva das personalidades humanas. Frequentemente, a experiência é abortada. Comecemos, pois, a pensar: que experiências? Então foquemos nas relações entre os sujeitos, a sua compreensão da situação em torno e as suas decisões não pensadas em relação às respostas admitidas socialmente. Por exemplo, vamos dar como exemplo uma situação em que a pessoa tem uma determinada pendência que dependa de suas ações pessoais. Podem acontecer uma infinidade de situações que podem abortar, impedir, redirecionar as decisões em torno de uma determinada atitude. Frequentemente, muitas reações de ansiedade são geradas pelo sentimento de impotência, ou de impropriedade, ou seja, a capacidade de resolver algumas questões. Como a situação exemplo é muito genérica, e é esta a questão, é preciso demonstrar que sempre há um momento em que a confiança é uma das questões envolvidas. As soluções passam sem a confiança interdepender de situações de outros, criando diversas redes de inter-dependência. A questão é que o mais frequente, as chamadas redes de interdependência são negativas às posturas de auto-confiança. Grande parte das relações psíquicas sociais podem ser relacionadas a situações como essas. Primeiramente, com alto grau de subjetividade, porque em cada ponto de relacionamento, a rede interage de forma egoísta. Portanto, defendendo seus próprios interesses. Ao longo do desenvolvimento da rede, ela tende a se romper, devido ao alto acúmulo de fatores negativos à confiabilidade. Parte daquilo que estamos abordando sobre a mente e a confiança em si, relaciona-se às redes de experiências incompletas, retomando: as experiências incompletas são aquelas em que as suas redes de interação tendem a se romper com as prerrogativas do indivíduo. Um exemplo genérico desta situação é que um dado problema precisa ser resolvido e não é por diversos motivos. Muitas vezes, ou a situação fica sem solução, ou é reestabelecida sob novos paradigmas. Normalmente, excludente das soluções do indivíduo. As situações de boicote, de domínio de uma pessoa sobre outra, a obrigatoriedade de corresponder a situações antagônicas, as limitações forçadas, excludentes. As manifestações censuradas. As situações do cotidiano que deixam para depois o que já deveria estar resolvido. As negligências, as imperícias. Os sentimentos de inveja que levam a ações impróprias, sendo impróprio como o resultado de prejuízo para alguém. Dada a complexidade de cada situação, a questão só pode ser abordada no âmbito da necessidade própria de cada um, de confiar em si. Este aspecto relaciona-se às forças íntimas do amor que frequentemente são abandonadas ou entram em estado de submissão. Daí a questão das experiências relacionadas à opressão. Quantas questões estão ligadas ao sentido que a vida cotidiana impõe, oprimindo, e uma das primeiras reações é aniquilar a auto-confiança? Ambas as situações, dado o grau alto de subjetividade, precisam ser incluídas como fator relacionado a confiar em si. Cada um em sua própria experiência pode encontrar exemplos que levem à reflexão sobre a sua própria reação diante das experiências incompletas ou das experiências de opressão. Ambas as questões resultam em doenças, especialmente boúges e a equívocos em relação a si próprios ou a si próprias, assim como distorções que podem se tornar generalizadas. A reflexão é essencial para se compreender o que há de forma coadjuvante, ou como pano de fundo comportamental, ou como todo o envoltório específico da vida de uma pessoa. Esta perspectiva nos é revelada pelo intenso tráfego dos filens que se jogam de um centro a outro do organismo, contradizendo fluxos, gerando torpidez mental, insegurança, ansiedade, etc., que podem resultar em reações as mais diversas, e em diversos campos orgânicos, influenciando o organismo contra si próprio. Um exemplo desse tipo de reação é o stress, que ao invés de defender, ocupa-se em auto-destruição. Muitas outras questões serão abordadas no sentido de observar os efeitos genéricos das experiências incompletas e das experiências de opressão. Agradecemos. Paz e Amor.

Grupo: hoje morreu a xxx de uma amiga nossa, pedimos que vocês acompanhem.

NA: Agradecemos a oportunidade. Assim seja.

Grupo: Agradecer pela viagem do André.

NA: Igualmente agradecemos.

Grupo: Também quero agradecer pela viagem, pelas coisas que aconteceram. Não foi tudo que imaginei, não consegui fazer tudo, mas foi tudo muito bom, parecendo bem alinhavado, o encontro com pessoas que me adotaram e eu também os adotei, tudo tranquilo. Lugar maravilhoso. Muita paz. Eu não sei se isso aconteceu, um dia que estava andando na praia, senti que alguém me acompanhava, não sei se isso aconteceu, ou foi sensação. Queria saber se aconteceu, para que eu possa saber identificar.

NA: Foi designado um grupo para te acompanhar.

Grupo: E sobre o sonho que tive?

NA: Igualmente. O grupo entrou em ressonância com as situações necessárias para o seu bem-estar. Esse foi o objetivo.

Grupo: Obrigada, de certa forma me senti protegida. Tenho dificuldade de acreditar.

NA: Poderia ter ficado em qualquer lugar, mas escolheu bem.

Grupo: Também queria agradecer pelo acidente que não aconteceu.

NA: Faz parte.

Grupo: Confiei que ia controlar o carro e consegui, e fiquei impressionada com minha calma, sabia que ia ficar bem. Muito obrigada

NA: Agradecemos a oportunidade.

Grupo: Eu estava com amiga no feriado em casa, já conversei com ela sobre vocês, ela tem espiritualidade grande, ficamos lendo os textos, sem critério, escolhi o texto das plantas, não estava presente, foi interessante porque vieram várias perguntas que no próprio texto eram respondidas. Ela me pediu que fizesse pergunta sobre a ayahuasca, porque os filhos dela estão tomando o chá, queria saber se o chá tomado dentro do regime de doutrina é saudável, e para o filho que tem problema psiquiátrico, como fica?

NA: Não podemos responder relacionado à questão de doutrina, pois entraríamos em aspectos de crenças das religiões e das experiências desejadas pelas religiões. Mas, quanto às pessoas consideradas aptas para a ingestão, já será um aspecto forte e transformador que deve ser acompanhado. Quanto ao filho que tem alguma necessidade especial, é preciso analisar com amor e amplo acompanhamento, pois as reações a drogas são individuais, não se pode prever até onde é adequado, sendo que muitas vezes, a relação de fé é que torna algumas situações adequadas, e sem essa relação específica, pode se tornar a situação imprevisível. Como não podemos discutir especificamente a questão religiosa, abstemo-nos. Preferimos compreender que o amor pode ser uma abordagem mais ampla, independentemente da vontade de uns sobre os outros. É preciso que se tenha uma boa noção própria da experiência, e várias pessoas em torno dos sujeitos que terão a experiência devem ter a mesma noção. Isto é, a experiência própria. Agradecemos. Paz e Amor. Deixemos claro que não é por questão de receio, pois não temos esse sentimento. É pelo que se propõe e pelo que se tem noção das experiências que irão se submeter terceiros, seja este seu próprio filho.

Grupo: Gostaria de pedir uma ajuda, uma reflexão, orientação sobre a situação que passamos no momento da universidade, na escola, eu farei parte de comissão de professores para o trato com os alunos da ocupação.

NA: Paz e amor. O amor é a referência para se compreender as dificuldades dos outros e as suas próprias. O amor é a referência para criar reações diante das dificuldades de uns e de outros, e as suas próprias. O amor é uma ótima referência para que cada um reflita sobre si e sobre os outros. O amor é uma excelente referência para se criar parâmetros para dialogar com as diferenças. O amor é proteção contra a opressão. O amor é proteção contra a inveja. O amor é proteção contra o egoísmo. O amor é proteção contra os déspotas. O amor é proteção contra as situações que impõem contradições. O amor é a essência para se superar todos os problemas da humanidade. Paz e Amor.

Grupo: Orientação para o que pode ser feito com a criança, que encontramos hoje, fugiu do orfanato. Tem 13 anos. Está na casa dela.

NA: o amor é a referência para adotar procedimentos em favor daqueles que passam em sua frente e o amor deve ser continuamente a referência para se solucionar algo que passou em sua frente e você segurou. Quando alguém está em dificuldade e você não está envolvida, você pode emanar o amor à distância, que esta emanação irá amenizar para o outro. Mas, quando você adota algum procedimento que intervém na experiência do outro, compreenda, é a experiência incompleta. É preciso o amor para se completar a experiência. É preciso bom senso e não simplesmente devolver às ruas. Se ao abordar a criança, você tivesse dado a ela algo de comer, ela iria prosseguir. Ao trazer para si, criaste um vínculo. E este vínculo, se for desfeito, pela contradição da burocracia, ele pode ser traumático. Então, pense com base no amor. O amor incondicional traz a luz da consciência tanto para as suas ações, que não sejam baseadas em arrependimento, mas em motivação de contribuir com alguém. O amor é a referência para entregar, assim como para receber. O amor é a referência para adotar, assim como para abandonar. O amor é a referência para se conseguir compreender a profundidade de uma dor. O amor é a essência da vida. Crer no amor é usá-lo como referência em si, nas experiências de vida que cada um tem. Se a vida é considerada dura, é porque é subtraída dela a possibilidade de o amor ser a referência. Pense e sinta que o amor pode solucionar. Caso contrário, a “vida” “dura” segue. Essas contradições da humanidade destroem, pouco a pouco, muitas oportunidades de se resolver trazendo para as experiências pouca possibilidade de se completarem. A planta começa a crescer e é abandonada. A luz começa a surgir e o universo interfere e a impõe sob outro regime. As experiências incompletas podem levar a diversas situações de não confiar em si próprios. É preciso refletir constantemente sobre se o amor faz parte da sua referência. O amor não traz dúvida. O amor não traz incerteza. O amor não traz dor. O amor não impõe. O amor não destrói. O amor perpassa todas as dimensões da existência.

Caminha-se lentamente por entre muitas situações. Muitas delas são situações de risco, quando as experiências deveriam ser mais leves, mais compreendidas entre os seres humanos. É preciso que se compreenda o que é o amor incondicional. É preciso que se adote nas instâncias dos problemas, dos momentos das opressões, quando se sente impotente para solucioná-las. O amor é a essência para adotar. O amor é a essência para adotar a força quando não se tem. É a essência para criar vontade quando não se tem. É essência para se descobrir as coisas que estão escondidas. O amor é a essência que constrói a vida. Paz e Amor. Agradecemos. As águas estão energizadas. Paz e Amor.