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A iluminação e a sombra

Paz e Amor.

Muitas vezes, a luz é comparada a algo que estimule a retina para enxergar para além da escuridão. Há vários aspectos que propõem uma associação entre aquilo que ilumina e a claridade. Certamente, a mente não é produzida pela iluminação. Mas, apenas pela experiência do ser em seu aspecto espiritual. A experiência do corpo vinda da duplinação é associada diretamente ao desenvolvimento corporal: a mente e o corpo. É o que acontece na experiência da duplinação: a chamada encarnação. É preciso que se compreenda que tudo aquilo que a humanidade produz em sua mente pode ser gerado a partir da sua experiência corporal. E grande parte daquilo que a mente produz ultrapassa a experiência corporal. Por exemplo, o símbolo, o significado, ou a experiência extra-corporal, como é o caso das interpretações advindas da exosciência, que é o aspecto mental mais próximo do desenvolvimento na duplinação.
Podemos abordar esta questão, ou estas questões, de várias formas, portanto, nos limitaremos a duas ou três formas, que seriam a estrutura corporal, a estrutura do significado e a estrutura cultural: o corpo, a experiência e a interpretação. Grande parte do que se vive no diálogo verbal-mental é fruto da experiência simbólica, portanto, tanto do corpo quanto da cultura de cada ser. Estando na mesma cultura, as diferenças individuais podem tornar os seres humanos completamente diferentes, até mesmo dentro de uma família. Essas coisas já são muito elaboradas sob a ótica da experiência humana, e o tempo todo há controvérsias, exatamente porque as diferenças individuais se somam, se subtraem, se multiplicam, se duplicam, se tornam fatores de união, sendo, portanto, coexistentes de forma genérica em toda a humanidade. A experiência humana é diversa, contraditória, insegura, mas fortalece, compõe, estrutura a experiência de viver a vida. Certamente, há muitas formas de um ser humano avaliar e se sentir bem ou mal com os seus semelhantes. E podemos dizer que dos problemas mais radicalizados da humanidade, a injustiça é a que estabelece os maiores distanciamentos entre os seres humanos. As avaliações feitas por extraterrestres são ainda mais radicais e controversas, tendo-se como parâmetros, pelo menos, dez tipos de seres não humanos e não residentes no planeta Terra. A humanidade se desenvolveu muito comparativamente ao seu próprio staff, em relação aos fatores de desenvolvimento do sentimento e das implicações de diferentes formas culturais de entender a experiência de viver dos seres humanos. Vamos abordar apenas duas referências: as referências humanas entre si e as não humanas. Vamos inicialmente às não humanas, porque qualquer coisa que dissermos entrecruza com quaisquer tipos de dúvidas que se tem sobre extraterrestres, pois são considerados uma fantasia. Talvez uma grande ilusão e, portanto, pode se por e deve se por em dúvida aquilo que se diz sobre nós, extraterrestres. Assim sendo, tanto é possível a visão dos extraterrestres como seres questionáveis, de experiência questionável, quanto a usurpação do ponto de vista conflituoso, típico dos seres humanos. Isto pode ser desfavorável para alguns dos seres não humanos, para compreendê-los em respeito à sua autonomia no seu próprio planeta. Por exemplo, os seres humanos são entendidos como destrutivos. Isso não é novidade nem para os próprios seres humanos. Mas a experiência emocional e sentimental humana parece ser mais diversificada do que a maioria dos seres que já tiveram contato com seres humanos. Não é preciso fazer conjecturas sobre seres extraterrestres. Eles podem compreender os seres humanos como os próprios seres humanos compreendem outros animais. Mas, no nível da espiritualidade humana, que se encontra próximo do nível de corporificação, ou de duplinação de outros seres não humanos, extraterrestres. Ou seja, alguns seres não humanos não se relacionam com os seres humanos fisicamente, mas com seres humanos Intai. Seria como se fosse o inverso. Ao invés de relacionar com seres duplinados, se relacionam com seres deduplinados. Essa questão inverte completamente a relação de escolha por qualquer característica física possível dos seres humanos. No plano da “espiritualidade” há uma grande semelhança entre os seres humanos, que se expressam no plano magnetostático do Mágnem, dos campos NIR, tendo como referência processos de experiência de sobrevivência, uns em relação aos outros, estando o plano físico num plano desconhecido, inclusive. É preciso que se compreenda que a experiência da pele, a experiência de alguma diferença física, como a falta de um braço, ou de todos os membros, ou a falta da visão, não interfere na relação com os seres extraterrestres, de uma forma geral. Mas sim, as habilidades inscienciais, a “inteligência” insciencial, a sensibilidade e a relação com o amor, porque se compreende, no mundo não humano, que o amor constrói referências de estabilidade, de desenvolvimento, de união, de ajuda, de alcance às habilidades. Então, interessa-nos apenas este aspecto de que a forma, a cor física, não é um parâmetro de julgamento para os seres não humanos. Seria como, com todo o respeito e distanciamento, que fique bem claro, se você tiver animais diferentes, mesmo que você goste de uns ou de outros, isso não quer dizer que eles sejam diferentes na essência, do que são, em si, nas suas formas de ser para a existência. E assim podemos citar que aquilo que muitos seres humanos chamam de Deus aparenta para os seres não humanos como uma limitação da experiência de compreender e interpretar a si mesmos. Mas, a riqueza dessa experiência é fundamentalmente a essência da humanidade, e este é um dos aspectos que faz com que não humanos admirem os seres humanos, pois mesmo imbuídos de grande ignorância, podem atingir relações ricas e amplas com a “espiritualidade” e com aquilo que se denomina sendo Deus.
E podemos tornar mais específico, pegando a relação do povo negro humano, com os Xasmin Intais, Xasmins Intais, que são aqueles humanos que se dirigem aos campos dos Orixás. Os Xasmins Intais constroem uma relação com os seres humanos muito específica e não vista em outras situações, porque os chamados Orixás vieram de outra esfera existencial. E há muito mais tempo guardam relações fortes com seres humanos, que têm a pele aparente a espelhar a sua rica experiência de amor. Inicialmente este amor está voltado para a família, e há muita força guardada para o desenvolvimento do povo negro. E por isso mesmo, muitos daqueles seres Intai que não estão relacionados a esta experiência tendem a agregar-se ao lado. Não é preciso questionar historicamente toda a agressividade não apenas com o povo negro, mas também com muitos daqueles negros árabes, outros árabes não negros, que se mantêm com os grandes orixás. Pode se dizer que a iluminação dos orixás seja a força não humana mais importante da experiência humana, porque trouxe seres humanos de um planeta chamado de Aizakne, que era um planeta de alta densidade que já está em sua 19º. geração planetária, o que significa modificação da sua estratosfera em função do desenvolvimento dos seres que lá estão. E grande parte dos seres humanos foram trazidos pelos orixás que estão aí. E esta experiência é quase exclusiva e voltada para o povo negro, e foi apenas exclusiva até o século XIX terrestre. É preciso dizer este lado não humano porque para os orixás, o amor é a cor da pele. É o ser humano em sua tonalidade de grande adaptação ao planeta Terra. Há muitos outros motivos específicos que podemos abordar em outro momento, para não delongarmos muito e passarmos para o ponto de vista humano.
A humanidade não é uma única. E ela está relacionada a experiências “espirituais” em pelo menos 50 planetas, todos distantes uns dos outros. Esta exposição sobre os próprios seres humanos para os seres humanos é tão exótica e absurda quanto a que acabamos de falar sobre seres extraterrestres. Há muito o que se aprender sobre a sua própria essência, sobre si mesmos, sobre si mesmas. Todos os seres humanos têm a sua beleza, o seu brilho, as suas especificidades. Há seres tão brancos que podem quase se transformar em transparentes por causa do gelo, e há seres que se amarelaram, que se azularam, apenas às vezes por motivos ambientais. Os seres pretos são seres desenvolvidos, seres capazes de sustentar a sua experiência não só por si, mas pelos outros. E este é o aspecto trazido pelos orixás. Veja, que a experiência dos seres negros é, por si, uma experiência de espiritualidade. E muitos outros uma experiência ambiental, de dominação, de confronto, ou de sobrevivência. Os seres humanos são divididos, são contraditórios, e prezam pela igualdade de ser aparente. Se todos são vermelhos, os amarelos são feios, são bobos, são menos inteligentes. Há, portanto, avaliações baseadas em aparência. Se um não tem um olho, ele é estranho, se ele tem um dedo a menos, ele é estranho, é inferior. Se ele não anda como andam os verdes, eles são incapazes. Se eles não brigam, eles são fracos. Então a referência humana é uma referência móvel, como uma areia movediça. Mas quando eles se encontram, há iluminação, ou seja, há clareza da noção. Essas coisas não têm importância. Pode se traçar uma linha de desenvolvimento da inteligência versus o sentimento. Se o amor é uma linha transcendental, ideal, positiva, construtiva, ela é a luz em si. Nessa vertente, neste entendimento, as cores são apenas reflexos ambientais. Mas na medida em que a mente simboliza pela linguagem, categoriza pelas estruturas linguísticas, por exemplo, pelos conceitos, há de estabelecer parâmetros equivocados, como, por exemplo, aquele que tem a mão no trabalho braçal seja menos desenvolvido do que aquele que tem um trabalho mental. Ora, a mente é o corpo, e o corpo é a mente. As habilidades são as habilidades. Aquele que constrói com a própria mão expressa uma máxima inteligência, comparativamente com aquele que constrói com a mente, que precisa do corpo da mesma forma. A nosso ver, não há diferença, mas ao ver no simbolismo humano, que forma conceitos, e se guia pelos conceitos, em certo momento, os conceitos se desviam, mas as considerações se mantêm e assim surgem os conceitos estabelecidos de véspera, como algo que não é construído pela relação direta. Então, aquele que é cego, para aquele que enxerga, o que enxerga parece conceber que o “cego” não tem mente, não tem inteligência, não alcança longe. Portanto, saibam que a mente insciencial do ser humano que tenha essa deficiência visual, consegue construir um ambiente dimensional Guion muito maior, proporcionalmente. Então, é preciso que aquele ser humano confie naquilo que ele vê na sua mente. E qual a diferença entre ele e outros que enxergam? Se ele for negro, branco, ou se ele for de outra forma, outro qualquer? É que o que prevalece para ele é a mente dele. E não a cor da sua pele. Então, a humanidade vive também grandes contradições gerando preconceitos. Certamente, aquele que tem poder e estiver alimentando os seus preconceitos irá gerar muita injustiça, como aludimos no começo. A dominação daqueles que têm poder, sejam de quaisquer origens, esses vivem grandes enlaces perturbados e perturbatórios, com uma força de preconceito radicalizada. Então, a história humana se esbarra na experiência bruta do corte das lâminas há bem mais do que 3000 anos. Diz-se – a própria ciência humana, que para nós é bem mais – que a mente humana atual biologicamente é bem próxima daquela de 50.000 anos atrás. Isso quer dizer que os seus instintos violentos, por exemplo, podem dominar a sua mente espiritualizada. Mas as coisas não são bem assim. Elas são mais radicalizadas, trazendo para gerações e gerações de seres humanos a submissão a essa violência. Entretanto, as transformações já estão acontecendo na Terra. E é preciso ter esta noção. Pois, é possível abraçar toda a riqueza emocional, sentimental e intelectual, equilibrando-se e aproximando-se da essência do amor incondicional. É por isso que quando elaboramos sobre questões de alta relevância para qualquer um de vocês, precisamos nos ater à essência do amor. E transmitir que essa essência é a ferramenta existencial para se superar quaisquer problemas, entendendo-se que um problema é aquilo que lhe impede pelos outros de ser feliz. Ou de compreender algo, ou de acessar a si mesma. A essência do amor é a forma de compreender tanto para os povos negros, quanto para os povos não negros, estamos marcando as duas posições, porque os menos desenvolvidos estão na parte branca, que teve a oportunidade de se desenvolver, tendo vários aspectos a mais, inclusive a força física para impor aos outros que se desenvolvem pela estrutura do amor. No exemplo que damos, há muitos outros, certamente, dos Orixás, para servir de uma referência direta, pois, assim, da mesma forma, com outros métodos, a experiência de Sananda, de Buda, e de muitos outros famosos que permearam a experiência antiga humana. Estamos apenas mostrando que para nós a espiritualidade não é uma referência de cor, nem de tipo humano, e de qualquer outra forma em que o ambiente grosseiro, ou seja, os poderes econômicos, têm acesso. Pois, não têm. E certamente, muitos destes povos injustiçados irão precisar do desenvolvimento dos seus filhos que se ampliam e se fortalecem cada vez que cada um compreende a sua própria missão. E essas radicalizações são grandes oportunidades para se ceifar o preconceito. Não se pode dizer o custo das vidas desde que os seres humanos se deparam com aqueles mais belos seres da Terra. A experiência dos seres negros, pretos, escuros, é a experiência da beleza humana, da expressão da arte, do sentido que a experiência social tem em um para todos. Essa é a experiência do amor incondicional, porque mesmo com tanto sofrimento, o amor se fortalece a cada vez. E essa é a experiência de uma grande parte da humanidade: aprender a descobrir a si, a se fortalecer e acessar seus níveis mais desenvolvidos da exosciência. A consciência está apenas se despertando para a exosciência. Então a iluminação não é um fator ambiental, mas a própria experiência de encontrar a luz do amor. As outras condições são intermediárias. A escuridão mental, a chamada falta de inteligência, ou a perturbação, a avareza, o egoísmo, são turvos no sentido de que não iluminam a espiritualidade do ser humano. Então, essas relações que estabelecem a cor da pele à cor do ser espiritual, pode se dizer que os seres mais desenvolvidos buscam desenvolver-se em suas maiores e promissoras situações, por intermédio da pobreza, do sofrimento, que – deixamos, portanto, claro – acontece entre o povo negro. Não quer dizer que ser negro é ser isso, não quer dizer que ter a pele preta é estabelecer uma relação ambiental de inferioridade. É ao contrário, é prometer o seu desenvolvimento da espiritualidade. Que fique bem claro, que um ser Intai quando escolhe ser negro ou branco e pobre, ele não quer ser medíocre. Ele quer enfrentar o seu próprio desenvolvimento. E ele faz isso pela beleza do ser negro, pela beleza da arte, da habilidade, da inteligência, das capacidades de ser humano, de defender os seus, de reconhecer em outro a si, e de estender as mãos em quaisquer circunstâncias. Aqueles que escolhem tudo pronto, tudo fácil e rico não querem se desenvolver, querem se divertir. E uma das armas da diversão, da sátira mal-educada, é ser a intransigência do preconceito, é ser ignorante. E como se vê, não importa se é presidente, ou se é alguém sem dente. É preciso encontrar a luz do amor. Confie em seu ser, em sua negritude, no seu amor. Não sofra pelos brancos, que fazem coisas absurdas contra outros seres humanos que, da mesma forma, vieram ao mundo para melhorá-lo. Mas se eles fazem esse contrário, simplesmente estão destruindo a si próprios, e fortalecendo as suas oportunidades de desenvolvimento. Não tenha medo. Não sofra. Compreenda. Saiba se defender, pois, a cada vez mais, isso irá se transformar. Como se vê, um vírus não escolhe a cor da pele, pois ele não a enxerga, e assim, todos que não se defenderem serão atingidos, indiscriminadamente. Milhões. É preciso desenvolver a capacidade de reinterpretar a dor. De reencontrar soluções por meio da arte, por meio da cultura, por meio da forma, do símbolo, do significado, e refazê-lo de outra forma. Que o amor seja essa referência, pois ela também é luz dos orixás. Utilizamos os seres orixás como símbolo, que quer dizer a relação com os antepassados. Iremos falar mais sobre isso, pois é preciso fortalecer a compreensão do amor incondicional trazida por esses seres iluminados. Agradecemos, Paz e Amor!

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