05.

Paz e Amor.

 

A vida para a humanidade, por questões óbvias, está restrita ao universo confinado de sua “espiritualidade”. Pouco avança nas correntes que reconsideram os chamados espíritos como continuidade daquilo que é entendido como sendo a vida. Certamente, os desdobramentos desses assuntos são relegados ao “ocultismo”, como se fossem fantasias mentirosas ou criações fortuitas de indivíduos falsários. Portanto, toda espécie de ofensa pode ser atribuída àqueles que consideram diferentemente do que uma academia, às vezes quadrangular, marcada por ceticismos infundados. Quadrangular, considerando as principais raízes do que é chamado de conhecimento científico, donde grande parte se responsabiliza especialmente pelo surgimento das tecnologias, das nanotecnologias, e das descobertas partilhadas originalmente pela espiritualidade e por seres não humanos. Uma afirmação dessa pode parecer uma ofensa de igual vulto, destinada de alguma maneira a contrapor as manipulações regidas pelos poderes dominantes. Certamente, nem sequer precisamos tangenciar essas situações humanas, mas optamos por considerá-las em seus aspectos mais genuínos. Essas considerações que faremos estão alheias às afirmações da chamada ciência humana. A vida bem além daqui da contextualização científica humana (pleonasmo), a vida não é expressão do nosso entendimento, mas uma consideração do âmbito da experiência duplinada. Sequer deveria ser considerada pelos seres Intai como âmbito de alcance de si próprios. Mas, como estes não se separam da experiência duplinada dentro do âmbito de suas formas condensadas nos ambientes de mágnem, não vamos nos opor a estender a ideia de vida aos limites impostos muitas vezes pelos seres Intai, isto é, as considerações dos “espíritos”. Certamente, respeitamos, uma vez, em especial, que o conhecimento Intai é bem mais amplo do que o conhecimento Aintai. Assim, de maneira superficial, as sociedades dos “mortos” é bem mais avançada do que a sociedade dos “vivos”. Mas, a ideia de algo maior com similaridade de consideração, tendo-se como referência o chamado eixo silosciente, insciente, o “eixo consciencial”, tomando-se isso como referência, estendemos e compreendemos os aspectos mais amplos e mais profundos dos dilemas humanos relacionados ao seu alcance consciencial. Este, ramificado em níveis e etapas de um desenvolvimento, entendendo-se que o desenvolvimento não expressa algum conceito de evolução, mas, de um desenvolvimento multi-direcional, multi-dimensional, não linear, nem no espaço nem no tempo, e bem mais extenso nas experiências de duplinação, sucessivamente estruturadas que damos a referência de rotas. As rotas compreendem, portanto, sucessões em número, em qualidade, em localidade, em situação, portanto, em contextualidade, trazendo para a consciência em seu eixo integral, isto é, como um todo. O aspecto consciência encontra-se em um espaço-tempo limitado pelo corpo físico, permitindo uma aceleração de aspectos específicos em cada um, do seu desenvolvimento. Suas referências não estão atreladas a um todo, porque há diferentes aspectos dimensionais nas rotas para cada ser em sua “individualidade”. Mas, em suas somas, os seus somas, ou seja, a soma das suas experiências físicas corporais, traçam conteúdos importantes para sua “consciência”. As aspas nessa consciência têm a intenção de demonstrar a ambiguidade existente na experiência duplinada em relação à sua consciência, como se fosse essa o ápice de seu desenvolvimento, o que não é uma verdade diante de sua existência. A existência, portanto, a vida, e aí, ambas as expressões se contradizem, porque existir em vida, mas viver a existência, pressupõe diferenças razoavelmente grandes entre os seus próprios significados humanos. Desta forma, Kalamatsana é a referência que temos para uma existência mais ampla ainda do que as suas próprias rotas. Mas, é a existência que dá sentido a cada uma de suas vidas. E esse sentido maior reside na expressão de alcance da essência siloeflérica do ser insciencial que surge em cada um de vocês na impressão de estar vivo, e mais, de existir. Estar vivo está contido em existir, que está contido em Kalamatsana. Horizontes pós-radashes podem ser considerados na existência de cada um dos seres humanos. Mas, muito distante da impressão próxima e presente do existir além, indefinidamente. Kalamatsana relaciona-se à existência do ser em seu sentido íntimo, em sua possibilidade desconhecida de ser um ponto a mais do tamanho do seu passo. Algo tão insignificante na estrutura do universo ínfimo que se pode conceber. O ser ainda precisa descobrir a si. Não é algo distante, pois é descobrir algo que está presente aqui e agora sempre, em sua existência. A sua referência kalamatsana é tudo que faz gerar o sentido de viver simplesmente, seja qual for a forma de entender a vida. O sentido que cada um consegue atribuir às suas atitudes, às suas construções, aos seus entendimentos, às suas considerações, às formas que consegue compreender nos gestos, nas configurações sígnicas das palavras, nos significados das frases atrelados às ações consequentes, que formam pensamentos, ideais, concepções, atitudes de uns para com outros, as influências, todas espécies de ação consideradas reais, elas são ínfimas. Tudo é ínfimo. Tudo não está em níveis maiores compreensíveis pelos olhos, pelos tatos, pelos sons ou pelas propriocepções orgânicas, mas são expressas cotidianamente, a todo instante, quando olha para si; para os outros; quando planeja; quando faz o movimento movimentar a roda das coisas; quando planta uma flor em um jardim; quando rega além das flores. Também as almas, quando simbolizam a dor; quando a expressam em forma de rancor, de abandono, ou, ao contrário, quando se movimentam as montanhas para salvar uma pessoa. Quando se pega nas mãos de alguém, escolhida por você, ou por você a vida lhe escolha. E que leva para adiante, como um amigo, como um parceiro, como homens e mulheres que se compreendem e seguem adiante, traduzindo as questões dos diferentes passos que se pode dar para alcançar algo melhor. Quando se enfrenta as adversidades que parecem loucas, insanas, massacrantes, destrutivas, mas, mesmo assim, enche-se de coragem e enfrenta com soluções pequenas, mas basicamente maiores do que os problemas. Essas pequenas soluções são chamadas de simplicidade, quando se não teme nenhuma situação, mesmo diante do próprio desespero; quando se transforma dramas em plantações, plantações de situações, possibilidades, de alcances, muitas vezes para outros, e especialmente, para os mais fracos. De forma paradoxal, também quando se impõe, sem razão; também quando se destrói por ódio; quando se abandona por indiferença. Tudo compõe a existência e ela se forma como modelo que se multiplica, e estabelece na alma de cada um as suas habilidades de superação e de coletivização. É preciso acordar essa alma. É preciso olhar para a existência como algo tão longínquo, mas que aqui e agora está em suas mãos. Podes acrescentar ao seu destino muito antes, assim como, muito depois, transformações muito significativas para si e para os outros. É uma pena que nunca saberás nesta existência qual é a diferença que fazes para a existência. Todos fazem diferença. Às vezes, pequenas diferenças promovem grandes significados. Outras vezes, grandes esforços não conseguem movimentar nem uma pedrinha que está sendo chutada pelos seus pés. É preciso reconsiderar as possibilidades de sua consciência. Ela é pequena em relação ao que és para si e para os outros. Todos os seres humanos possuem consciência, insciência, exociência, sensciência, silociência. São aspectos da sua existência. A existência não é só limitada pelo nascimento e morte do seu corpo físico. Também não é limitada pela eternidade do seu “espírito”. Mas pela imponderabilidade da sua existência. E esta habilidade está aí em seu ser, expressa. Em seus corpos, por meio de uma natureza compactada, com trilhões de elétrons, muito mais para que se possa viver. Não sofra. Não sofra. Sorria. Não retire as prerrogativas das suas ações, jogando-as para Deus. Pois, quem saberá quem irá recebê-las, quando essas se espalharem pelo universo? Sejam leves, confiem no amor incondicional. A luz do amor é muito mais próxima da simplicidade da existência Kalamatsana. Pois, é a fonte do amor. E o amor é a fonte de Kalamatsana. O que não se pode saber, o que é inalcançável. Mas, o que é em si, você. Cada um é um, que não se une em confusas compreensões de si, em momento algum. As expressões que buscamos nessas palavras são pouco insuficientes, inacessíveis para expressar o que não se conhece. Kalamatsana é algo que se conhece quando se tem consciência que é apenas um pingo de toda sua Kalamatsana. Compreenda pelo menos um pouquinho das coisas de cada coisa que vive, cada dor, cada alegria, cada sentido que consegue absorver daquilo que explica um outro, cada perfume de uma flor, um canto de um pássaro. Nada mais estereotipado, pois há tanto no universo, quanto dentro de si próprios e de si próprias. O que rege o amor é o amor. O que rege o que rege o amor é o amor. Por isso a sua incondicionalidade. A existência de tudo que é, sintetiza tudo que já foi, e pode expressar o que virá. Não há nada que se perde como forma inútil de ser, e por isso responsabiliza-se por si. Aceitem-se como são e busquem o melhor. O melhor é a simplicidade, a humildade, o estudo, a descoberta, a sensibilidade, a essência de ser e seguir o amor. Paz e Amor. Paz e Amor.

Grupo: Kalamatsana tem a ver com as luzes íntimas.

NA: Demonstraremos isso.

Grupo: A existência do outro compõe a minha existência. Não existo sozinho. Kalamatsana não é uma existência pessoal, individual. Porque relaciona isso tudo com a consciência quando ela se expande, ela pode se virar tudo uma coisa só. A minha consciência com a do outro. Existe um individual e o coletivo nisso tudo? Faz sentido?

NA: Claro que faz, mas certamente relacionado à vida. A existência ultrapassa, sobrepõe, se estende de forma específica para cada um. E criam as rotas que são as vidas que cada um já teve e terá. E as transformações de cada uma dessas vidas. A existência Kalamatsana não é uma concepção objetificada. Ela não é atingida, mas está presente aqui e agora na possibilidade de sua consciência perceber a si. As considerações não se atrelam à vida apenas. A vida quer dizer o seu corpo, o seu movimento, que, evidentemente, também expressa a sua existência. A existência frequentemente relaciona-se à vida percebida ou concebida filosoficamente, psico-analiticamente, baseada naquilo que conheces. Então, evidentemente, não estamos nos referindo à existência no âmbito de uma concepção orgânica, sígnica, frequente na mente conceitual do pensamento humano. Mas, diretamente, intimamente, na sua impressão íntima, subjetiva, indefinida de existência. Mais ainda, desconhecida. O seu íntimo desconhecido. Kalamatsana é o seu íntimo desconhecido por estares confinado. Mas, presentes em suas ações e especialmente no âmbito mais significativo da sua consciência, ou seja, do seu eixo consciencial, ou seja, de seu aspecto insciente, ou seja, de sua exociência. Mas, os seus reflexos, os seus desdobramentos relacionam às suas atitudes, à forma de ser, de se conformar, de se superar, de se construir e especialmente, mais significativamente nas habilidades de influenciar aos outros, de ajudar, de ser altruísta, de atingir os universos inscienciais alheios, de forma a conduzi-los para esferas conscienciais mais esclarecidas para si, por si, e para todos.

Grupo: Praticando confiança.

NA: Essa é a base: a confiança. Praticar a confiança é praticar a existência. Não é algo longe do que você é. É o que você é. Não se compreende isso muitas vezes sem generalizações, porque não se quer ser a si, não confiar em si.

Grupo:  Tenho notado que a confiança é uma entrega. Existe uma entrega. Esquecer o medo.

NA: Ou melhor, enfrentar o medo, que quer dizer ter coragem, sentindo medo.

Grupo: Porque o medo às vezes a gente cria. É uma coisa criada. É uma coisa racionalizada. Você já falou que a gente traz o medo da nossa vida Intai, muitos dos nossos medos. Sinto que alguns medos são racionalizados. E uma entrega para a nossa insciência. Esses exercícios que você mostrou, tenho experimentado algo assim, de me entregar ao que eu sou, então nada além daquilo importa, e tenho me sentido bem com isso.

NA: Descubra-se. É isso mesmo. Confie sempre. Se não confia, descubra como confiar. Talvez seja até certo ponto inevitável não confiar em si. Assim sendo, não se preocupe com isso. Continue tentando. Haverá um momento em que a confiança se tornará maior do que a desconfiança. Também é inevitável. Mas, depende que se continue. Não desista de si.

Há muitas esferas para a vida, muitas formas de ser, muitas formas e momentos para reter conhecimento, e aproveitá-los o quanto possível. Não se destine a nada destrutivo. Não é preciso dizer para ninguém aquilo que apenas você precisa corresponder. Na medida em que externaliza, muitas vezes desconecta-se. Seja paciente, persistente. Não julgue, não imponha. Não critique, não se exponha. Espere. Faça silêncio sempre que puder. Que o silêncio atinja todo o seu ser. Escute o coração, confiando em seus ritmos. Escute os zumbidos auditivos, reflexos primordiais de seus desafios. Pois, são reações de stress. Detenha-os em abstrações significativas. Escreva uma frase por dia sobre o que sentes da vida. Vá guardando em listas. De vez em quando leia-as. Olhe para o céu, vislumbrando a miniatura de átomo em seu ser. Olhe para si, vislumbrando a extensão incalculável do universo em si. Seja fiel à luz que bate em seus olhos, reverberando-a em seu ser, confiando em si. Alcance os seus desafios, não tenha medo deles, eles são seus e somente seus. Encontre com seus medos, conversando com eles. Dialogando, questionando. Olhe para si com amor, com esperança, mas não uma esperança vaga, uma esperança de verdade, que espera um dia melhor, uma hora melhor, um momento melhor, não para si, para os outros, pois os outros poderão esperar também o seu. Isto acontece quando estão dos outros lados. Espera-se, pois, todos sabem em um momento da existência, que já estão há muito tempo indo e vindo e a cada vez, um pouco melhor. Não tenha medo de existir para si nem para os outros. Exista. Exista, incondicionalmente.

Paz e Amor. Paz e Amor.

Agradecemos.