Paz e Amor.

Paz e Amor. É possível conhecer a si. É preciso conhecer a si. É da necessidade de todos conhecerem a si próprios ou a si próprias. A abertura muitas vezes parte da falta de conhecimento de si próprios. A falta de relação com determinado nível de intimidade mental e comportamental distancia as pessoas de si próprias. O alcance de cada um relaciona-se com este conhecimento de si. Muitas vezes, é possível ver as pessoas se destruindo por não conhecerem a si mesmas. Este aspecto do ser é de alto interesse e necessidade porque frequentemente a perda da razão liga-se à falta de contato com o interior do seu pensamento. Então, é necessário que se busquem de alguma forma elaborações de processos mentais porque a mente amplia o relacionamento consigo próprio ou consigo própria, resultando em bons relacionamentos também com os outros. Há várias circunstâncias que dizem respeito para com o próximo. Relaciona-se com estados mentais desconhecidos. Iremos, mais adiante, explicar como, sob nosso ponto de vista, processos mentais humanos inter-relacionam com experiências de auto-reconhecimento, de auto-respeito e, mais profundamente, auto-conhecimento. Uma grande parte dos seres humanos vive a superfície mais rasa de seus processos mentais. E, por isso, sua experiência relaciona-se ao que se sujeita, e muito menos aos seus próprios sentimentos ou pensamentos. É possível e é preciso que se exercitem, buscando sempre um determinado nível de resposta alcançável por si próprio, ou por si própria. Certamente, a complexidade da mente desorganizada não favorece respostas claras de si próprios. Mas, ainda assim, é possível e necessário estimular e exercitar referências auto-citadas, para adentrar ao pensamento, dando origem a diversos processos úteis para o pensamento, para a troca de pensamento e sentimento consigo e com os outros. É preciso ter abertura e persistência, pois os limites mentais expressam-se com mais facilidade e mais presença não alcançando resultados perceptíveis pelo próprio sujeito. É comum também níveis variados de auto-desorganização. Assim sendo, podemos dizer de alta entropia, situação que promove auto-distanciamentos, capazes de torná-lo um desistente, ou um desertor de si mesmo. Persistam! Alguns dos processos mentais necessitam de uma atenção exclusiva, de maneira a dar como retorno compreensões mais comprometidas de si próprio. Os padrões são propostos por nós, como início do desenvolvimento mental. Queremos dizer padrões como sendo variadamente uma das questões a seguir. Por exemplo, aquilo que se repete frequentemente. Aquilo que é estabelecido como referência para sentimento, pensamento e comportamento. Necessariamente, é possível se prever que respostas mais complexas de si próprio aparentam não existir. Então, alguns exercícios são propostos como forma de estimular auto-reconhecimento em função da diversidade das diferenças entre os seres humanos. Ainda entendemos que há padrões imersos no subconsciente, na memória e no próprio corpo da memória celular. A proposta inicial relacionada aos padrões pretende tornar mais conscientes os seres que a praticarem. Conscientes de alguns de seus estados mentais. Assinalamos um conjunto específico de exercícios simples, mas que têm grande potencial coadjuvante para os seus estados mentais. Consequentemente, também para a interação entre diferentes sujeitos que surgem no cotidiano de diversas pessoas. Os padrões são importantes porque relacionam-se em abundância com processos mentais fisiológicos, espirituais, sentimentais, etc. Vamos apresentar os exercícios que, se você for fazer, deve atentar às seguintes questões:

  • Primeiramente, não faça críticas à sua condição, mesmo que tenha razão para isso;
  • Segundo, não faça críticas no período que estiver promovendo esse exercício, pois irá afetar seus estados e, assim, a resposta dada por si.

A primeira parte do exercício requer auto-observação, e a devida formulação do processo, registrando em algum espaço, caderno ou qualquer local de fácil acesso para cada um. O exercício tem como objetivo criar estados mentais específicos, ensinar a produzi-los, a reconhecê-los e a expandir para fora, como resposta de suas condições mentais atuais. O exercício tem ainda como objetivo estimular áreas orgânicas específicas de auto-reconhecimento, úteis para a saúde mental. O primeiro aspecto do exercício é credibilidade. Confiança em si mesmo ou em si mesma. Segundo, respeito aos limites e às necessidades cotidianas, valorizando ações de adaptação, atentando para o valor da vontade e da persistência. Vamos ao exercício básico, que deverá ser feito até o nosso próximo encontro. Para aqueles que se interessarem, e para aqueles que tiverem ou perceberem a necessidade de fazê-los. Exercício básico para auto-conhecimento.

Sente-se em uma cadeira diante de uma mesa, com papel e lápis. Não use borracha nem canetas de outros tipos. Não use caneta. A primeira vez que se sentar diante de uma folha branca, se permitir a nossa assistência – assistência nesse caso, simplesmente estaremos acompanhando, sem produzir nenhuma interferência. Se assim desejar, faça uma margem em torno da folha de papel, como uma moldura, para que possamos acompanhar o que está escrevendo. Se isso não for importante para você, não há necessidade de fazer a margem. Fique claro que é a situação de assistência, apenas assistir. Não iremos fazer nada. Digamos, no máximo, dar uma xeretada. Se queres fazer, sem nenhuma interferência, basta solicitar mentalmente que esteja sozinho, e iremos providenciar o distanciamento de outros seres. Cada um faz da forma que quiser fazer. Sugerimos que, na primeira vez, não fique mais do que dois minutos. Você vai sentar e pensar com rapidez, buscando anotar no papel o que você reconhece em você como padrão. Não mostre a ninguém. Vamos considerar o espaço do papel, o seu espaço reservado. Não iremos entrar em sua mente, a não ser que solicite, mas sugerimos que não solicitem. O objetivo é, entre um e dois minutos, você anotar apenas neste tempo o que vier à cabeça como sendo padrão da sua pessoa. Qualquer padrão serve. Por exemplo, qual a cor você gosta; como gosta de se vestir; que palavras vêm frequentemente à mente; que reação tem diante de determinadas coisas; palavras que se repetem, nomes de pessoas; imagens repetitivas; sonhos; digamos, para resumir, todo o seu universo em apenas de um a dois minutos. Não deixe passar o tempo, mesmo que venha depois algumas coisas que você gostaria que estivesse na lista. No dia depois, pode ser mais de um dia, ao máximo de uma semana, mas uma vez por dia, pode lhe trazer melhor retorno. No segundo dia, você pode aumentar um minuto. E deve, portanto, enriquecer. Sugerimos que repita sem olhar, em uma outra folha, as mesmas coisas, e escrevam outras adicionais. Repita o que lembrar, e então deve acrescentar com o tempo restante de um minuto a mais. Por favor, não ultrapasse o tempo sugerido. Se for fazer o mínimo, procure fazer não menos que um minuto. No terceiro dia, repita aumentando mais um minuto, ficando quatro minutos. Não consulte os outros dias. Isto quer dizer que quando acabar o primeiro exercício no primeiro dia, dobre a folha e coloque-a dentro de um envelope ou algum lugar para juntar os outros dias. Sempre dobrado, para não consultar. No quarto dia, aumente mais um minuto. Até o sétimo dia, que terá até oito minutos para fazer o mesmo exercício. Assim, os sete dias, feitos, releia – junte todos, organize na sequência, em cada dia coloque a data e a hora. Quando for fazer o exercício, coloque o dia e a hora antes de começar a contar o tempo, e depois comece a fazer o exercício. Simplesmente, seja honesto. Caso não seja honesto, interrompa o processo, e apenas uma semana depois volte a fazer, se quiser fazer. A sua mente pode forjar. Portanto, busque estar sempre consciente. Não há necessidade de escolher o mesmo horário e qualquer um dos dias pode ser feito em qualquer lugar que possa fazer o exercício. O horário também não importa. Importa, sim, falar a verdade para si mesmo e, pode fazer em qualquer hora do dia. Depois que ler todos os dias, releia mais uma vez. Depois de fazer a leitura, de no máximo três vezes, não mais do que isso, elimine de preferência com fogo, os papéis, se não, picotando-os com uma tesoura. No caso de picotar, depois de picotado, amasse-os, ponha dentro de um saco plástico e descarte. No caso de queimar, o descarte já é óbvio. As referências que ficarem em sua mente devem ser alvo de reflexão. Iniciaremos assim um diálogo a respeito do que vivenciarem. Agradecemos. Paz e Amor. Paz e Amor. Dúvida?

Grupo: Sim. No segundo você falou que no tempo deve lembrar tudo o que escreveu no dia anterior e depois, terá mais um minuto, para escrever o que é novo. Então, nos outros dias, é para tornar a escrever tudo desde o que escreveu no primeiro dia?

NA: É um trabalho com sua mente, com sua memória, com o sentido que as coisas têm. Quando fizerem, elaboraremos mais acuradamente, e passaremos para uma outra fase. Busquem compreender o melhor possível do exercício. Evitem interpretá-lo sem ler o que falamos, porque pode haver diferença de interpretação.

Grupo: Outra coisa que você falou é que se fizer toda a semana, é não fazer crítica a si nem aos outros. Durante a semana?

NA: De preferência. Certamente, sua mente pode traí-lo. Respeite. Se acontecer, aconteceu. Qualquer hora, basta anotar a hora com lápis em papel branco. Dobrando-se depois a cada dia, não relendo. Releia, se quiser, durante. Acabaram os minutos, dobre sem reler. O limite do tempo criará uma situação específica em sua mente, portanto, busque respeitar o limite inferior e superior de tempo. Caso não respeite, não se critique, mas não repita. Se repetir, não faça o exercício. Agradecemos. Paz e Amor.

Grupo: Pergunta da Tereza. Que desenvolvesse o que disse para ela anteriormente.

NA: Porque está sujeito a mudanças. Só por isso. E, obviamente, não vamos ficar prevendo o futuro, dizendo como, quando e onde. Mas, apenas como uma forma de proteção. Agradecemos. Algo mais?

Grupo: Agradecer, e pedir que continuem nos acompanhando, em relação ao meu pai.

NA: Continuem procurando as melhores alternativas e encontrarão. Confiem em si mesmos, e transmita para ele toda a movimentação e intenção de vocês. É necessário que ele acompanhe. Paz e Amor. Agradecemos.

Grupo: Queria comentar um sonho que teve um aspecto muito real. Uma visão que tive de planetas. Na linha do horizonte, além do sol, como se eu estivesse vendo planetas do sistema solar. Saturno, Urano, Marte, e é sonho mesmo, ou uma criação? Fiquei muito impressionada com a realidade da cena.

NA: É muito frequente?

Grupo: Tive uma vez na semana.

NA: É um sonho, mas os sonhos relacionam-se a memórias e é bem provável que sejam relacionados à memória, que se sintonizam com a experiência atual, rica em detalhes.

Grupo: Isso pode ter a ver com o trabalho de auto-observação? Achei interessante o exercício que você propôs…

NA: Nesse caso não tem a ver com isso, tem a ver com a abertura dos seus campos de energia relacionados ao chakra chamado terceiro olho, que fica sujeito a flashes de outras experiências.

Grupo: Muito obrigada.

NA: Até o ponto em que esteja confortável com a experiência, ela é extremamente benéfica e pode contribuir para o tipo de trabalho e abordagem que realiza com seus alunos.

Grupo: Muito grata.

NA: Aproveitando o olhar no horizonte, o horizonte é parte de seus padrões. Padrões que imergem, submergem e se exteriorizam em todos os aspectos do organismo, da mente e do ser. São necessários para manter-se em equilíbrio com demandas diversas, na realidade em que se insere. Mas, é possível ao se observar, perceber-se em diversos contextos, reconhecendo a si, o que paulatinamente poderá produzir equilíbrios, resistências, insights, compreensões de si, auto-respeito, equilíbrio orgânico, e maior contato com a essência do eixo consciencial. Que seja o amor a referência constante da experiência de vocês. As águas estão energizadas.