Encontro Semanal

Paridades exocientes: os sonhos

 

Paz e Amor.

 

Os sonhos são muito importantes para a sobrevivência humana. Muito além daquilo que se considera sobre os sonhos, consideramos como referência do desenvolvimento sensciente humano. Há uma parte dessas considerações que deve fugir, em nossa explanação, mais do que o normal, em relação ao conhecimento humano. Sem os sonhos, não é possível uma saúde mental e nem física. Sabemos de nosso conhecimento que, inclusive, plantas e animais, incluindo insetos, e até alguns micro-organismos, sonham. Entendemos que os sonhos fazem parte do tronco consciencial. Mas, especificamente relacionado aos seres humanos, precisamos fazer algumas considerações. É preciso compreender que o sonho é uma exceção dentro do processo de desenvolvimento consciencial. Esta exceção se chama exociência. O ser não duplinado possui insciência. Quando duplinado, o processo insciente se desdobra em várias etapas e seções importantes para o surgimento da consciência. E, ao longo da vida, suas proporções variam de acordo com o nível consciencial atingido. Numa parte dessa experiência consciencial duplinada, reservada, há dois processos não conscientes que também se dividem: a inconsciência, como expressão mais ampla dos processos inscienciais orgânicos, e o subconsciente, que possui “frestas” para o consciente. E, de acordo com a sua interatividade, pode extravasar-se de diversas maneiras para um desenvolvimento consciencial. E uma espécie de módulo terminal pré-mórtem chamada de superconsciência, que faz uma espécie de finalização e transição para o retorno insciencial. Os sonhos acontecem no processo duplinado. Só que extravasa para a parte da consciência que está liberada da administração orgânica. Uma outra parte está conectada ao sistema orgânico, pois, encontra-se confinada, e não tem ação, uma vez que o organismo cessa as suas atividades nesse parâmetro. Este “extravasamento” cria vias diversas de comunicação e mobilidade dos campos orgânicos perispirituais.

Quatro situações são comuns aos sonhos, e podem acontecer frequentemente em qualquer ser humano. Essas quatro situações que serão citadas não são as únicas. Centenas de outras específicas também podem ocorrer. Vamos citar numa ordem que não quer dizer nada. Vamos começar pela questão orgânica.

A primeira – não tendo significado na ordem desta exposição – são as demandas do organismo, do corpo, inflamações, movimentos de manutenção dos sistemas e toda espécie de relação proporcionada pelo corpo, que tenha significado orgânico engendrado no sistema, como é o caso de acidentes ou traumas que podem levar aos sonhos como processo de recuperação, fazendo parte intensa da estrutura orgânica. Poderá ser abordado a posteriori.

Em segundo, a questão psicossomática, que pode estar relacionada ao organismo, mas não obrigatoriamente, podendo ser resultante da interação mente-ambiente, mente-pensamento, ou questões da sobrevivência, ou perturbações. Há inúmeros casos, psicoses, oligofrenias, etc..

Em terceiro, a questão da memória. No âmbito silo-psicossomático corpo, mente e memória, inclui-se aí diversos aspectos das memórias efléricas, das memórias de biofótons, das memórias do trânsito bioquímico, etc.. O âmbito das memórias é bastante intenso, e frequentemente invade a tela dos sonhos.

Em quarto, temos o aspecto multidimensional. E temos duas situações básicas. A primeira refere-se às projeções dos corpos astrais em viagens, que saem do corpo, e permanecem ligadas ao chamado cordão de prata. As viagens astrais podem ser multidimensionais, podem atravessar longos espaços e, por sinal, conhecem os seres nesta situação, os atalhos dimensionais para chegar a distâncias astronômicas, no espaço físico. A outra situação refere-se aos ambientes de mágnem, onde as projeções senscientes íntimas e inscientes podem se comunicar com os seres “espirituais”, os Intai. E, assim, como com os não terráqueos, os chamados de extra-terrestres, como nós. Esses quatro âmbitos são referências diretas, frequentes, na experiência dos sonhos. E estão interligados pois podem acontecer todas as situações ao mesmo tempo, ou isoladamente combinações específicas entre essas formas, tendo-se pois uma variedade de situações relacionadas aos sonhos. É possível se pensar nas situações de cada sonho, e chegar a conclusões aproximadas sobre suas características. Os sonhos estão intimamente relacionados à manutenção orgânica, mental, “espiritual”, e de outras ordens dos campos mentais, subliminares, por exemplo, da interação não consciente entre toda espécie de vida, pois há grande interação através dos campos de energia dos biofótons celulares, em toda forma de vida, no conceito humano, e especialmente entre os seres de mesmas espécies ou troncos de desenvolvimento. Desta forma, os sonhos passam a ser, até certo ponto, o auge do desenvolvimento mental e espiritual do ser. Assim, se considera que a consciência duplinada não é o ápice do desenvolvimento consciencial. E esse aspecto pode trazer grande controvérsia para o orgulho consciencial duplinado humano. Ou seja, você sabe mais de você dormindo do que acordado. E quando você acorda, reativa o controle orgânico que confina este extravasamento consciencial que acontece, com a entrega do âmbito exociente. E porque exociente? Insciente é o ser Intai, que sabe de forma difusa e dependente dos seus níveis de vibração para alcançar uma compreensão insciencial mais ampla. Quando se duplina, o tronco consciencial se subdivide em aspectos funcionais e de manutenção orgânica, além dos aspectos relacionados à interatividade mental e os níveis de alcance insciencial, que só podem acontecer fora da consciência duplinada. E este aspecto fora tem uma importância cabal para o desenvolvimento consciencial. Só que ele acontece através dos sonhos. O organismo libera aspectos específicos que proporcionam um alcance fora do seu âmbito duplinado. E a insciência extravasa sua relação organismo-mente e consciência, uma consciência que pode vir à tona na consciência duplinada acordada. Mas, a maior parte dessa experiência exociente acontece no período de sono. Como o aspecto aprisionado da duplinação prevalece em sua maior parte para o ser consciente, ele consegue lembrar apenas parte daquilo que permite para a sua experiência insciencial. Ou seja, você escolhe, sem saber que escolheu, lembrar determinados aspectos. Só é possível fazer um desenvolvimento consciencial mais “consciente”, ou seja, que você saiba o que está acontecendo, através do desenvolvimento mental que se dá orientado por técnicas e treinamento. De outra forma, “o ser comum” estará subsciente, isto é, sem consciência do que acontece nos universos exocientes. A relação entre a mente exociente e o amor é algo que prova a existência do amor no eixo consciencial de todos os seres. Paz e Amor. Paz e Amor.

Grupo: Esse tema para mim é extremamente fascinante. Muitas perguntas. Você falou do desenvolvimento consciencial mais consciente que se dá através de técnicas, que o ser comum acaba não usufruindo disso, permanecendo num patamar comum. Mas, qual o acesso a essas técnicas e preparo?

NA: Certamente, a experiência humana é bastante diversificada e há milhares de técnicas. A grande maioria destina-se aos ambientes específicos de seus desenvolvimentos e de suas próprias culturas, estando muitas vezes associadas a sistemas específicos, grande parte, sistemas religiosos, ou doutrinas, ou filosofias, etc . Mas, parte da experiência desse desenvolvimento se deve aos esclarecimentos em tempos remotos, iniciais, adquiridos pelos humanos, através de seres não humanos. E de acordo com o desenvolvimento de cada elo destinado, estes se fragmentaram em centenas e depois em milhares de sistemas, cada um adequado ou não aos seus próprios interesses. Muitos são largamente conhecidos, como os que são utilizados nas religiões mais estudadas, como é o caso das religiões orientais, por serem mais antigas, e por não fantasiarem tanto quanto outras, dando lugar a experiências mais fidedignas, confirmando o desenvolvimento consciencial de seus praticantes.

Grupo: ou seja, todas essas práticas são práticas de auto-conhecimento: yoga, sufismo, e tantas outras, e o que nós fazemos com vocês e isso

NA: Exatamente,

Grupo: mas o sonho, como entra a coisa da volição no sonho? Você diz que sabemos mais de nós dormindo do que acordado. Como é isso? É frequente que a gente saiba mais da gente dormindo que acordado?

NA: Confirmamos.

Grupo: O sonho parece um monte de acontecimentos fortuitos, à revelia. Mas se é confiança e volição, existe isso no sonho?

NA: Muito mais do que aqui.

Grupo: E quando o sonho traz sensações, mas não é claro?

NA: Não tem clareza nenhuma no âmbito duplinado consciente. Os sonhos representam no eixo consciencial a experiência exociente que é a experiência do sonho. Ele representa no eixo consciencial, 95% do que é a sua consciência. Ou seja, a consciência duplinada acordada é menos de 5% do que você é, a sua pessoa, da sua memória, das suas ações, da sua construção consciencial.

Grupo: Essa maior consciência no sonho, quando estamos duplinados, essa exociência se aproxima do estado de insciência do Intai, como se a gente extravasasse isso?

NA: Em termos, é. Ele se aproxima, mas não é, porque estás duplinada.

Grupo: Sim, mas às vezes a gente acorda e tem a sensação ainda presente de uma coisa que não tem lógica neste mundo, e aí a gente recria e cai nessa lógica. Então, é como se a gente saísse de uma outra percepção da realidade e voltasse a esta mais concreta?

NA: Mais limitada, mais limitante, mais grosseira, mais fechada, mais externa. Então, daí, o pouco desenvolvimento mental pode contrastar com diferenças de desenvolvimento maiores, quando no ambiente mental exociente. Podem reparar que há anos, não falamos muito sobre os sonhos, porque antes é preciso confiar, é preciso entender que o trabalho mental tem grande importância, pois, pode abrir pontes, janelas, portas, caminhos para a exociência. Os aspectos das limitações mentais são todos relacionados ao confinamento quando o ser encontra-se no estado de vigília. O controle orgânico tem uma certa supremacia à mente não desenvolvida. A mente precisa interagir de forma mais profunda consigo, respeitando e amando a si para alcançar-se num âmbito mais profundo, que está relacionado ao seu aspecto íntimo e insciente que é o seu alcance exociente. Este lado da questão é profundamente ignorado pela ciência “humana”. E então, como ele encontra-se entre seus aspectos mais limitadores, que é o corpo físico, que pode ser aprisionado, agredido, e os seus aspectos emocionais, que relacionam-se a este corpo, há um distanciamento para um desenvolvimento mental, como se ele fosse, ao contrário, limitador, distante, impossível. Mas, a exociência humana é sempre muito maior do ponto de vista de seu desenvolvimento, de suas ações, de suas interações, assim como do esforço de si para chegar mais próximo de si. Então, vamos fechar, neste momento um entendimento importante. Sempre falamos: “Confie!” E confiar para alguns sempre foi uma dúvida: “Como? Como assim?” Você está aí dizendo de uma forma mais figurativa, apenas menos de 5% do que você é. E os outros 95%? Estão escondidos? Não, não estão escondidos. Você só não consegue ver porque você não crê. E ele depende da sua fé em si para ser visto, para ser percebido. Na medida em que o desenvolvimento consciente mental acontece, o acesso aos universos exocientes se faz gradativamente na proporção de sua auto-confiança. E a relação com o amor é direta e consequente. O que quer dizer que os seus 95% são mais humanitários, abertos e sensíveis do que os seus menos de 5%. E isso acontece porque não se crê em si. E porque o controle dos poderes dominantes impede a sua mente de se ampliar. O mundo “materialista” se transformaria completamente se as pessoas pelo menos alcançassem os famosos 10%, que se diz, do cérebro. Normalmente, a humanidade está mais distante de si acordada do que dormindo.

Grupo: Mas a fé traz o mundo dos sonhos para a vida consciente.

NA: Não. Leva a consciência para o mundo dos sonhos. Há aqueles que conseguem mais do que isso, e fazem viagens astrais, entram em contato com antepassados, têm esse contato que temos agora,

Grupo: Como o xxxxxx?

NA: Por exemplo. Tem contato com seres de outros planetas, estando aqui, sem nenhuma viagem, se comunicam com seu próprio corpo, conseguindo adquirir memórias, por exemplo, de tocar um instrumento com três anos, dois anos, ou falar línguas que nunca falou. São ampliações desses aspectos da consciência, alcançando de forma pontual mais do que 5%. Qualquer aumento no desenvolvimento mental irá proporcionar algum tanto nesta proporção, que pode lhe trazer relações consigo e com os outros melhores, mais profundas, mais “humanitárias, no bom sentido”, e isso depende de cada um. Não depende de ninguém mais, só de você.

Grupo: Me fascinavam demais os livros do Carlos Castañeda, e a viagem dele com os sonhos era uma parte importantíssima de toda aquela saga dele. E ele falava uma coisa, das histórias dele, que os índios feiticeiros mexicanos entravam no mundo dos sonhos de forma consciente. Me pareceu um pouco do que você acabou de falar. E o primeiro treinamento, que às vezes demorava tempo, era fazer o primeiro contato. Antes de dormir colocava na cabeça uma intenção, de forma confiante, e diz que vai olhar para a mão nos sonhos. Depois de tentativas, consegue, está no sonho e lembra da intenção e olha para a mão dela. E esse momento é tão espantoso, que a princípio tem medo, porque faria uma conexão direta da sua consciência com a exociência. Isso procede?

NA: Procede, e é parte das experiências transmitidas aos mais antigos, pelos seres não terrestres.

Grupo: Podemos tentar fazer isso?

NA: Certamente. Já fizeram.

Grupo: Isso que xxxx falou, eu acho a mesma coisa. Às vezes, a gente tem sonhos tão absurdos, fantásticos, e quando acorda, a cabeça consciente não dá conta daquilo, então acaba fazendo uma interpretação dessas coisas. Agora, você falou que a gente encontra. Há um tempo atrás, mencionei sonhos, eu comuniquei a vocês. Um foi que eu encontrei com vocês. E vocês falaram que eu fiquei tão impressionado que eu inventei uma história na minha cabeça para justificar, ou para sair do medo de ter encontrado com vocês. O outro foi o sonho com minha tia avó. E que minha avó também estava. Isso é sonho? Encontrei com elas no sonho?

NA: Exatamente.

Grupo: E eu encontrei com vocês no sonho?

NA: Exatamente.

Grupo: Porque não encontrei mais com vocês?

NA: Encontrou. Muitas vezes.

Grupo: Mas, eu não lembro?

NA: Não.

Grupo: Essa é uma questão que eu queria colocar. A gente sonha muito mais do que a gente lembra.

NA: Muito mais. Se lembrassem de tudo, iriam ficar assustados. Por exemplo, não vou falar quem, mas alguns de vocês participam de grupos que saem pelo mundo ajudando, fazendo trabalhos humanitários em lugares altamente necessitados.

Grupo: Nos sonhos?

NA: Nos sonhos.

Grupo: Pode me incluir nesses grupos.

NA: A experiência exociente é muito mais ampla, mas ela contrasta imensamente com a experiência duplinada consciente, e a ignorância de que a consciência é o ápice do desenvolvimento impede a confiança em si, por causa dos controles, ou seja, por causa do processo de dominação. E isso proporciona grande abismo entre você e você mesmo. Por isso, insistimos em trabalhos mentais, meditações, e os icons e aprender a compreender a mente como portas de acesso aos universos de si. Os universos de si são aqueles acessados de forma pontual pela memória dos sonhos. Isto é, os universos exocientes. Estão ligados mais claramente à essência de cada um. Certamente, ainda assim, têm as suas limitações, pois permanecem atrelados aos organismos físicos e dependentes de sua saúde. Mas, a diferença é tão grande que mesmo um enfermo terminal, quando sonha, ainda pode estar continuando, sem nenhuma diferença, os seus trabalhos. E quando passar para o outro lado, se tiver um desenvolvimento mental desenvolvido, poderá continuar a fazer o que fazia. Isto acontece com aqueles que vivem grandes conflitos e muito sofrimento, ou aqueles que se dirigem à luz do amor. Aqueles que simplesmente vão vivendo a vida, indiferentes à dor dos outros, e a si, quando deduplinarem estarão mais perdidos do que achados. Cada um tem o seu espaço para ser desenvolvido aqui e agora. Desde as ações consigo mais simples até as relações mais complexas com os outros, e às vezes mais complexas ainda consigo mesmo. Quando se encara essas “realidades”, o mundo pode se abrir diferentemente para cada um, ou para cada uma, nas proporções de suas relações consigo, com as orientações do amor, e as consequências de seus embates com os poderes de dominação.

Grupo: Uma pergunta de criança. O ser humano é uma experiência que deu errado?

NA: Se fosse, já teria se extinguido.

Grupo: Qual é o sentido? Às vezes, ouço vocês e me vem uma sensação de que: que sentido faz? Vir num corpo que é tão limitado, ou que é tão potência mas tão mal usado?

NA: Siga o sentido do amor e irá perceber qual é o sentido.

Grupo: Porquê da vida, ok, eu consigo compreender o sentido do corpo, assim me parece uma experiência, sei lá,

NA: É uma experiencia sua.

Grupo: De algo maior meu que resolveu fazer essa experiência? Seria isso?

NA: Veja como os 5% são importantes para se abrir ao mundo. Muitas vezes, os sentidos são transferidos para os objetos ou para os sucessos. Os sucessos nem sempre são o alcance das relações com a vida. Não quero dizer que seja o seu caso. Mas, é o caso de milhões, talvez, bilhões, de não se abrir para si sob pena de perder o sentido da vida. Se não abre para si, também não se abre para outros, e força-se a ter uma vida levada pela vida, e quando a vida leva eu, pode ser para o bom ou para o não bom. Mas quando a consciência se percebe, se respeita, passa a se ampliar e passa a alcançar os outros através do que conquista consigo. E passa a conquistar a si através do que conquista com os outros. Simultaneamente, essa inter-relação acontece de forma virtuosa, quando a sua mente, o seu ser, a sua compreensão, o seu amor, está voltado para o respeito entre si e os outros. Essa possibilidade, digamos, figurativamente, é mágica, é a chave. A chave é o amor. Ame, respeite, desenvolva a si persistentemente. Mentalize, aprenda a pensar. Respeite o sentimento, pois tem menos controle do sentimento do que do pensamento. Mas, aprenda com os dois: sentir e pensar, pensar e sentir. É preciso deixar a vida levar. Vá, mas consciente. Tenha o seu leme. Não deixe a vida levar eu de maneira que eu vá se embora. Onde estarei eu? A riqueza de uma mente auto-descoberta é que ela se descobre a cada instante com as coisas simples, pois as coisas complexas são jogos dos poderes de dominação. Como se diz, aí se está n’água.

Grupo: Curioso isso, porque estava me vindo a música do Zeca Pagodinho, “deixa a vida me levar, vida leva eu”

NA: Fizemos esta citação, não é?

Grupo: Exato. O que me passa essa música, estava vendo vocês falarem isso, mas no final, você falou de simplicidade. O que me passava essa música era isso. Deixa a vida me levar, porque eu sou simples, porque eu quero a simplicidade, eu não quero complexidade. Não era essa a mensagem da música?

NA: Isso, mas é, sem fazer interpretações da música, mas fazendo, ou seja, viver simples é fazer aquilo que se tem a fazer, mas de vez em quando chute o balde, porque às vezes você não pode reconhecer a sua simplicidade. Então, provoque renovações. Aí entra a criatividade. Aí entra perceber a si com amor, se proteger dos absurdos. Como? Amando, rindo, gostando, revelando, chorando, fazendo com que o corpo goste do seu espírito, que o seu espírito goste do seu corpo, independentemente de sua forma. A forma é o que menos importa, porque ela é perfeita como todas as formas. Ela obedece às forças da natureza, e impõem a sua resistência até o último momento. A vida é bela porque se constrói. Construir a si, construir aos outros. Deixe passar as grosserias. Deixe as violências se acabarem. Se aceitares em si todas as formas, as mais simples serão atraídas pela sua essência. Independentemente de suas dores, aceite-as, elas são suas. Ninguém irá senti-las ou substituí-las. Mesmo que esteja anestesiada, elas continuarão a atormentar, se considerares como algo externo a si. Compreenda, substitua a dor pelo amor, e as transformações irão acontecer porque são simples, são diretas, relacionadas. Se plantastes açúcar, colherá açúcar. Agora, do açúcar, pode fazer algo para anular, para acrescentar. Crie! Invente! Descubra! Participe! Não se isole, ou isole-se para proteger. Quando estiver só, proteja alguém. Quando estiver quieto, em silêncio, revele-se para si. E ponha em sua mente, em seu coração e em seu corpo, a luz incondicional do amor. Agradecemos.

Seguindo em nossos caminhos, como muitas vezes falamos, adiante, há muito o que revelar. Mas, não se revela quando a luz dessa vela se apaga. Confie em si, mantenha acesa a esperança. Influencie as negatividades através de mentalizações que dizem: “o amor é maior”. A luz do amor pode superar qualquer espécie de dor. Então, esteja consigo sempre, sempre. A sua mente é o seu corpo, o seu corpo é a sua mente. Um é instrumento do outro. Os outros também fazem parte daquilo que és, quando se externaliza, ajudando, construindo, amando, respeitando. Seja altruísta. Seja forte. Confie em sua luz e amplie as suas ações. Qualquer forma de amor vale a pena. Paz e Amor. Agradecemos. Paz e Amor.