Encontro Semanal

Transparente ou opaco

Paz e Amor.

Tanto a mente quanto o corpo podem ser ou se tornar transparentes. Há muitos fatores que podem contribuir para que a transparência possa se tornar referência para a mente. Como um rio de águas turvas, os seus moradores às vezes são cegos, pois os olhos perdem a função. Assim como nas profundezas do mar, a falta de luz torna os seres transparentes, vítreos, porque precisam fugir do risco da opacidade. Também os seres humanos podem se transformar e se tornar transparentes. Inicialmente, a mente, porque o corpo não consegue se transparecer, sem que a mente antes esteja transparente, pois é a mente que faz o corpo ser opaco. Além de opaco, turvo. É da experiência humana, ao longo de sua curta trajetória, tentar se limpar, tentar se transparecer. Para isso, é preciso uma conjunção de fatores, fatores que às vezes lhe faltam. Fatores que às vezes nem são conhecidos. A experiência da transparência começa na relação consigo mesmo ou consigo mesma. Ao confiar em si, a primeira consequência é a confiança como fator de transparência. A confiança turva, esquiva, impede, mascara, ilude. Na essência, a mente precisa tornar-se parceira de si mesma, ou de si mesmo. A consciência pode e deve aprender a obedecer a si mesmo ou a si mesma. A transparência deixa à vista do próprio ser as suas próprias contradições. E essas são parte do caminho a ser limpo. Limpar quer dizer reconhecer impurezas, impurezas que são heterogêneas, diferentes em cada momento, diferentes em cada pessoa. Só a consciência e a confiança podem sentir, e na busca de si, escolher o que limpar, pois o que limpar não quer dizer limpar sujeira. Quer dizer transparecer, parecer para si mesma ou para si mesmo. A consciência tem esse poder. A consciência pode dialogar, pode dialogar com si e com si corporal. Pode ampliar, entender, assimilar, permitir. O amor é a referência da transparência. O amor incondicional não é ilusão. O amor é referência para limpar. A limpeza do amor é a paz. A limpeza da paz é o amor. O equilíbrio é uma consequência da transparência. A confiança leva à transparência, mas revela a contradição que, por sua vez, deve estimular o diálogo entre a consciência e suas possibilidades. A mente acomodada turva-se, torna-se opaca, porque a luz que incide no corpo promove inúmeras reações. Dentre as inúmeras reações encontram-se inúmeras reações de oxidação. A oxidação de açúcar promove um embate transformador, ou atua tornando-se opaco, ou libera energia, tornando-se transparente. A opacidade não é só um processo físico-químico, mas um processo consciencial que dirige as estruturas orgânicas para atender às suas necessidades. Ao lidarmos com as expressões não técnicas da experiência cotidiana, o que estamos dizendo pode soar tal qual a opacidade da experiência da oxidação. Por isso, é necessário que, se quiseres, é preciso ter a experiência. Ter a experiência é criar diálogos entre a vida prática e a experiência vivenciada a partir da influência consciente. O rio turvo tem a sua correnteza, e nessa correnteza vão-se objetos. Podem ser objetos limpos, como há na própria natureza purificada. Mas, podem ser objetos que destroem por onde passam. Objetos da quimicidade, das reações, dos lixos, dos esgotos, dos astrais, da ignorância, da impetuosidade, da falácia, da extravagância, as impurezas da espiritualidade que se transferem para o corpo físico de muitas maneiras, fazendo força para se tornarem reinantes no espectro da sobrevivência. Mas, a consciência pode eleger-se diante de si e diante da incondicionalidade do amor, para conseguir diálogos entre o corpo e as suas propostas de vida. Por mínimas que sejam, as propostas são correntes de transparências, dotando o ser de potencial para produzir os seus efeitos entre o coração, a mente e a experiência cotidianamente vivenciada. Ser transparente é permitir conscientemente o fluxo de luz, o fluxo do amor, o fluxo do bom senso, da leveza, da caridade, o fluxo da compreensão, o fluxo do respeito, da ajuda, da capacidade de ser ajudado, que experiencia a capacidade de ajudar. A relevância dos fatores da sobrevivência impõe ordens hierárquicas que promovem a maldade, que defendem o egoísmo, que impõem a tirania, a soberba, a empáfia, que resultam, em muitas frentes diferentes, a violência contra os outros e contra si. As águas turvas de um rio vão se purificando em sua trajetória, levando para o final e para afinal se tornarem melhores, porque se renderam à consciência de sua própria existência. Ao purificar a si, purificam também aos outros. Ao purificar os outros, purificam também a si. A luz do amor incondicional é a força da capacidade de se tornar transparente. Paz e Amor.

Agradecimentos. Presença do xxxx

Agradecemos saudosamente. Paz e Amor.

Grupo: pedi que acompanhasse e que me ajudasse a refletir sobre o tanto de coisa que eu tinha para fazer – relatório, banca. Eu me encho de confiança, mas às vezes não sei discernir se era confiança, ou falta de discernimento da minha capacidade.

NA: Se for confiança, transcorrerá em paz. Se não for pela confiança, deves compreender e habitar em seu coração a compreensão da confiança. Certamente, se usarmos a metáfora do equilibrista de pratos, poderemos ter noção que entre a confiança e a ação há um grande aumento de energia. Certamente, há um limite, onde os pratos começarão a se quebrar. Ao mesmo tempo, se a energia é suficiente para ativar a velocidade e a prontidão do corpo, a certeza alcançará um limite mais extenso, até chegar a um ponto em que propõe-se extrapolar a natureza humana e transformar-se em máquina. A natureza máquina também tem o seu limite, porque suas condições são pré-estabelecidas, e o aumento de sua dimensão aumenta também a probabilidade de erro. Ao extrapolar o limite da máquina, passa-se para a superioridade do super-humano. Coloquemos, pois, reticências, pois a imaginação nos convida a criar situações para fazermos aumentar o número de pratos a serem girados em uma vara. Certamente, vamos reduzir para um nível humano. Compreenda que esse limite não precisa ser alcançado. Mantenha-se numa zona de referência, a zona da auto-preservação, onde muito menos pratos serão controlados com tranquilidade. E isso lhe dará oportunidade de se desenvolver de maneira a potencializar as suas habilidades. Certamente, se insistires, a natureza já lhe dará as suas respostas. Ame-se, e busque o controle baseado nas possibilidades que estão disponíveis até o ponto em que a leveza se sustente. É preciso compreender que o limite não se torna elástico, ele tende a romper-se. O amor é a referência para negar, dentre as decisões que se tem, por exemplo, entre a decisão ‘a’ e a decisão ‘d’, não pode ter mais decisão. Ponto final. Recuse o que tiver que recusar, com amor, sem culpa e sem retrocesso, sem arrependimento, ou então, elimine o ponto d. Paz e Amor.

Grupo: Será que eu posso fazer a analogia, opacidade pode ser comparado a dispersão e transparência com concentração, contato consigo próprio?

NA: Muito boa, porque a dispersão lhe exclui a consciência daquilo que não deveria ser disperso, que representa ser transparente. E por isso, o contrário, em primeiro lugar, atenção é um fator de transparência porque sustenta a concentração. A concentração fecha o foco. A atenção sustenta o foco. A atenção é a transparência e o foco é a orientação, é o objetivo, o alvo, a ser visto pela consciência. Paz e Amor.

Grupo: Quando você estava falando de opacidade e transparência, fiquei olhando a mandala que o xxx pintou, e vejo isso. Igual a estrela, quando está muito opaco, tem que aparecer o contraste para….

NA: A opacidade pode ser relacionada à luz, mas pode ser relacionada à capacidade de se transformar. As barreiras químicas são muito potentes dentro de espectros, de escopos muito específicos, por exemplo, os efeitos do PH ácido ou base são muito estritos, e pequenas alterações podem criar grandes opacidades. Em diversos aspectos, a opacidade pode representar impedimento, negação e redutibilidade, inflexibilidade, não transformação, inconsciência. Pode representar estar perdido. Então, terá que buscar a consciência como expressão de luz. A consciência, a mente, faz o organismo tornar-se transparente quando propõe a si equilíbrios e ações que levam à confiança de si. Por isso, ações assertivas, corajosas, cientes, com noções amplas, dotadas de habilidade e potencial criativo, é a luz do amor.

Grupo: Com relação à alteração do PH, a alimentação hoje em geral altera muito o PH, que deveria ser mais natural. Muita coisa industrializada. Queria perguntar sobre isso, como isso influencia na opacidade e transparência. E sobre as plantas. Elas têm transparência. E à medida que faz contato com as plantas, comendo, ou tomando chá, e mesmo assim a gente ingere essas plantas com agrotóxicos. Essas plantas transgênicas ou com agrotóxicos vão ter influência na opacidade?

NA: Primeira parte, certamente, o excesso de sais e de veneno, colocados na alimentação para colorir, para preservar por mais tempo estão em ressonância com a ganância de gerar lucro. Só que o equilíbrio entre o lucro e a honestidade não acontece. E esse é o aspecto que leva aos processos de alimento, assim como o próprio processamento, serem afetados em sua potencialidade energética. Aquilo que é energia armazenada, associada à ganância, que leva a processos duvidosos, instáveis e perigosos, certamente produzem um alimento desequilibrado. Qual é a extensão? A extensão é tão ampla, que não poderemos dizer a verdade, pois terá que plantar seu próprio alimento. A segunda questão: os seres vegetais conseguem atenuar as agressões humanas, mas, como tudo, como já dissemos, tem um limite. Então, a partir de um determinado limite, os seres vegetais deixam de produzir benefícios, para produzir autodefesa, que muitas vezes são tóxicas. Assim sendo, há muitos casos em que a toxicidade não vem apenas dos agrotóxicos, mas da própria reação imunológica do ser vegetal. Um bom exemplo é a inversão da resposta áurica dos seres vegetais, que em vista das agressões sofridas por elas, emitem sinalizadores áuricos para os seres humanos a rejeitarem. É possível ingerir alimento, mas processar lasmas, ou outras reações endócrinas, exócrinas, etc. A questão do alimento é tão séria quanto a questão do alimento ar, que afeta diretamente a estrutura basal orgânica, trazendo consequências para a mente, para a inteligência, para a autoestima, afetando a pele, a elasticidade, gerando boúges do tipo preguiça, tornando o ar mais denso, etc.

Grupo: Nosso Amigo, ouvindo tudo isso, a respeito da planta, ar, e adicionando coisas em paralelo, das pessoas, o planeta parece estar num caos. Minha pergunta, vendo a existência de vocês, outros seres amigos que têm consciência da nossa existência aqui, não vai ninguém intervir, para tentar melhorar isso? Quando ouve-se isso, o que fazer? Sobreviver? Não conseguirei me refinar. Qual o objetivo disso?

NA: O objetivo é superar. Sobre a interferência, há muitos graus de interferência. Podemos dizer que nós estarmos aqui é um grau de interferência. Mas, há interferências tecnológicas, há interferências sociais, políticas, financeiras, ecológicas. Muitas vezes, áreas que estão sendo incendiadas seriam irrecuperáveis, há interferência e ajuda para recuperá-las. Mas, a interferência dos seres humanos que já aconteceu e ainda acontece pode ser tão variada em seus métodos, que talvez possamos refletir que é melhor não tê-las. Por exemplo, há interferências que são contidas, por cuja intenção seria resolver escravizando, impondo, impedindo, aniquilando. É justo? Então, há interferências nas interferências. Há seres que destruíram milhares de vida porque as interferências foram provocar terremotos. As ações desses seres são consideradas por eles como benevolentes. Só que estes adquirem uma espécie de ligação obrigatória para reparar as suas interferências, como todos nós. Estamos aqui abordando, explicando questões relacionadas ao amor, à confiança em si e à descoberta de uma forma de cada um se orientar pela via do amor. As consequências em nós são longas e duradouras. Estamos há milhares de anos mantendo o nosso curso, independentemente das marés e dos fluxos dos ventos e de temperaturas. Cada ser que interfere responde por si, por sua interferência. Aqueles que destroem, também destroem a si mesmos. As referências da existência são baseadas em equilíbrio. O amor é a essência de todo equilíbrio. Por isso, estamos em equilíbrio. Mas, há muitos seres desequilibrados, comprometidos com interferências desastrosas, além daquelas que produzem os seres humanos, por suas próprias naturezas; também há a participação de muitos outros, contribuindo tanto negativamente quanto positivamente. Estes irão perdurar, assim como perduramos os nossos vínculos com a experiência humana. Em nosso caso, o amor é a nossa consequência. Agradecemos. Paz e Amor.

Grupo: Isso gera muita polêmica. Sobre as interferências, tanto no âmbito invisível, onde tem uma certa força acontecendo, há um equilíbrio de poder, uma diplomacia, para que não aconteça coisas de forma drástica? Por exemplo, no caso político do Brasil, nós sabemos que o atual governo está errado, que há um malefício para a sociedade.

NA: Compreendemos perfeitamente o que você expressa, mas podemos pensar algumas coisas. Primeiro, as forças do amor são indestrutíveis, mas são altamente auto-limitadoras, pois não interessa o falso amor, ele não é amor. O amor é uma experiência da consciência, é uma experiência do eixo consciencial, e se você não permitir que ele chegue no amor por si e, ao invés disso, conduzi-lo ao amor, ele será cego ao amor, ele não irá adquirir habilidades, sensibilidades, e percepções, ou inteligência do amor. Isso só é possível, cada um por si. Se alguns interferem para destruir, estes criam vínculos autodestrutivos. Pode ser o ser da estrela vaga, muito distante e altamente desenvolvido, ele se destruirá, pois a referência da existência não é um consenso, é uma característica da natureza, assim como é a gravidade, assim como é a temperatura, assim como são os campos eletromagnéticos, assim como são os campos fi, assim como é a força forte conhecida do núcleo atômico, assim como são as transformações químicas. Aquele que interfere sem contribuir, contribui equilibrando. Aquele que interfere construindo, constrói em si novas possibilidades que podem ser práticas, em determinado momento. Como estes desejam, não são forças do bem ou do mal, duais ou ternárias, mas apenas o senso do amor. A ideia do amor surge com o extremo desenvolvimento de uma consciência. Pois, ele por si, ele ou ela, a consciência chegará em si mesmos, dotando-se de todas as qualidades incondicionais do amor. Não são meras ações e reações, são silogismos existenciais, são processos encadeados, às vezes no tempo, às vezes fora do tempo, às vezes no espaço, às vezes fora do espaço, mas na humanidade, deve partir da relação entre a mente, o corpo e a interação da consciência, gerando novas possibilidades, possibilidades de ação que podem ser construtivas. Normalmente são destrutivas, dado o caráter autodestruidor do ser humano. Mas, havendo outras possibilidades e interferências de equilíbrio, predomina-se a possibilidade do amor, ainda que uma grande maioria esteja mais exercitando sua própria autodestrutividade, que pode chegar nela, o que faria parte da experiência física, biofísica, biotecnofísica e consciencial desses seres. É possível mudar. Cada um buscando em si paz e amor, pois são referências extremamente fortes para a autotransformação. Buscar a si e encontrar o amor. Isto é altamente transformador. Há esta possibilidade, apesar de parecerem cada vez mais autodestrutivos. Os seres humanos ainda se sustentam em nome do amor incondicional. Estamos aqui por isso. Agradecemos.

Grupo: A respeito da opacidade e transparência, no meu trabalho com o corpo, tem alguma forma que posso contribuir com isso?

NA: Muitas. Primeiro, convencendo-as que há um amor na base da consciência de cada pessoa, que ao lidar com o corpo, estão ampliando a possibilidade de sentir e de ampliar a relação dessa base incondicional de amor à vida cotidiana. Para isso, é preciso consciência corporal, mas reflexão acerca das questões do cotidiano que exercitam e contrapõem ao amor incondicional. O incondicional quer dizer que não é o amor paixão. Mas, o amor do coração. Mais ainda, o amor que acontece quando a mente descobre o coração, e quando o coração se amplia através da mente. Paz e Amor.

Os caminhos de cada um revelam grandes bolsões de transparência que podem ser observados, pois os amplos espaços opacos não podem ser percebidos, eles são opacos, mas a transparência é algo que projeta para o futuro consistência, segurança, confiança, esperança, e até certeza. Construa em sua mente essas transparências. Traga para o seu coração as habilidades da sua inteligência. Leve para a sua mente as habilidades de confortar, de entrar em ressonância, de sentir do coração, que irá se espelhar, de preferência na incondicionalidade do amor. Agradecemos. Paz e Amor. Paz e Amor. As águas estão energizadas. Paz e Amor.