Encontro Semanal

O espaço da verdade

 

Paz e Amor.

De forma genérica, os seres humanos mentem. Inicialmente, não mentem. Pois, enquanto a fantasia dominar a mente, a consciência não pode identificar a verdade, mas pode fantasiá-la. A partir de um ponto, a verdade se converte em mentira. E esse aspecto se converte em pilares para o comportamento e para o ser em suas referências para consigo próprio, ou para consigo própria e as outras pessoas. Mas, não nos importa se a mentira é verdade ou mentira. Mas, deve importar a cada um. Então, propomos um exercício das pequenas verdades. Em toda ocasião em que a sua consciência forjar a verdade, tente ser verdadeiro ou verdadeira. Propomos apenas as pequenas coisas. Não é objetivo transformá-los ou em ideais da verdade, muito menos conduzir algum aspecto moral, mas o exercício é benéfico para que creia em si próprio ou em si própria. Pensar sobre a mentira pode levar a equívocos pois é possível que irá tropeçar em alguma verdade mentirosa. Então, não pense. Apenas avalie pequenas situações de mentira. Procure se apresentar apenas nessas pequenas situações. Se fizer em grandes situações, ou seja, caso faça o exercício em situações de grande importância, terá que arcar com a subjetividade entre verdade e mentira. Entretanto, pequenas mentiras que são situações sem importância, que você pode se expor, dizendo a verdade, estará exercitando o campo da auto-confiança. Só este exercício irá ajudá-lo a discernir as grandes mentiras. A confiança que se perde por si próprios, ou por si próprias, não deve ser estabelecida como parâmetro objetivo porque entre a relação verdadeira e a relação não verdadeira, não há como ser avaliada nem por um nem por outro. Então, é preciso que exercite no âmbito das pequenas certezas. Isto irá favorecer as pequenas verdades. Paz e Amor. Paz e Amor.

Agradecimentos gerais. Apresentação da xxxx.

Paz e Amor, Agradecemos a todos, agradecemos a acolhida. Sejam bem-vindos e seja bem-vinda.

Grupo: Agradeço a presença de todos aqui nesta casa que é de cura, e contamos sempre com a presença de vocês aqui.

NA: Estamos sempre presentes. Paz e amor.

Grupo: Queria pedir por um tio meu que faleceu no domingo. Já conversei com vocês, mas reafirmo para que vocês acompanhem nesse processo.

NA: Assim seja. Paz e Amor.

Grupo: Relatar um caso que aconteceu. Minha filha começou a ficar muito triste lembrando de um tio dela que faleceu há uns anos. Um sentimento muito forte, de repente. E no último encontro, você falou a respeito da morte, dos seres que já saíram desse plano. E aconteceu isso. Você poderia falar sobre isso?

NA: sobre a sua filha, apenas a lembrança e a força afetiva, que é natural para a criança ou até a adolescência. A emotividade reforça laços e contribui para a elaboração da situação, bastando apenas que apoie. Explique pouco, e se sinta feliz porque o momento de lembrança pode tocar aquele que esteja possibilitado de percebê-la. Num âmbito sobre a morte, é preciso que as questões estejam orientadas em assuntos específicos, porque a morte pode ser uma coisa de um lado, e outra de outro. É preciso inicialmente tentar perceber que a morte não é apenas cessar de algo. Mas, essencialmente, continuar algo. Não é interrupção. É uma mudança de estágio, de nível, de ambiente, de aspecto, de consciência. São mudanças de significado, reencontros, ou estados de latência. Para uns, a morte pode ter significados que ligam famílias, ou estabelece finalizações, tanto de um lado, quanto de outro. Um lado, chamado de vida, porque estabelece a vida, reconhecida como objeto em um corpo, em um ser. Mas, a consciência, a mente, o pensamento, o significado, as linguagens, não fazem parte só do sistema físico, e não se perde, apenas muda de endereço, estabelecendo novas relações e interações. Em uma linha consciencial, já expomos a trajetória senciente do ser que se estabelece em éfler, e se projeta para as dimensões materiais. Mas, no chamado estado espiritual, a consciência terá dificuldade em estabelecer-se como parâmetro de si. É preciso estar em dimensões físicas para se estabelecer e desenvolver o fluido senciente dos fílens. Enquanto a vida está em um “corpo”, ela busca desenvolver por intermédio da natureza corpórea, desenvolvida para assistir a consciência em seu desenvolvimento, dotando-a de parâmetros, tais quais a dor, e os seus reflexos nos sistemas orgânicos, a partir das chamadas doenças. Independentemente de como se compreenda o organismo, este se expressa em direção à consciência, buscando-a, reagindo a ela, se tornando e crendo. Na medida em que se aproxima dos instantes da morte, surge gradativamente a chamada super-consciência, que deve oscilar e reverberar a consciência, de maneira a seguir-se preparada para o instante da morte. Poucas pessoas irão perceber a super-consciência e os seus efeitos na consciência. O instante da morte, como um pássaro que se arremessa no abismo pela primeira vez, eclode a insciência, um ponto do eixo consciencial que transmigra para o plano dimensional intermediário, mas ainda material. É apenas a continuação, lembranças, pensamentos, questionamentos, às vezes, vivos, às vezes, difusos, ou até mesmo, sem nenhuma memória, apenas solto no espaço, sem saber, sem perceber, mas isto é a minoria. Pois, a grande maioria, diferente da minoria, estabelece vínculos e vivencia determinados níveis de seus próprios dramas. A vibração consciencial entra em seu estágio insciente profundo, quando poderá se deslocar ao encontro de si próprio ou de si própria, quando as suas luzes de amor deverão reconciliar as suas dores mais recentes, afagando, acolhendo e trazendo a realidade do espaço dimensional da chamada espiritualidade. Na grande maioria das situações, este processo é um processo acompanhado. Seres especificamente destinados ao acolhimento devem se aproximar, trazendo, por vezes parentes, e outros para o reconhecimento de si próprio. Não vamos descrever muito, por ora, para não delongar. Mas, o essencial é que a morte não é morte. A morte é a vida transformada. É a consciência em um estado de origem, em um estado latente, por vezes, estagnado, por vezes, altamente dinâmico. E isto depende da consciência de cada um. Paz e Amor.

Grupo: Pedir pela xxxx, e família, que perdeu o irmão e o pai, duas perdas próximas. Se puder acompanhar.

NA: Os que foram, já se acompanham. É importante que os que ficaram também se acompanhem.

Grupo: Foi aniversário de morte do meu irmão. É possível ter alguma notícia?

NA: Vamos ver. Paz e Amor. Paz e Amor.
“Aqui onde estou há muita luz e muita disciplina. Eu gosto do azul da Terra. Fico horas e horas admirando. Não me perco nem de você, nem da nossa mãe, mas estamos nos visitando. O amor é a força mais sublime deste lugar. Não se esqueça de quando éramos crianças. Paz e Amor. Paz e Amor.”

Grupo: Queria pedir uma mensagem para a minha mãe. Com 90 anos, está sofrendo muito com toda a violência do planeta, com medo da morte.

NA: Cara irmã, é preciso caminhar em frente, perceber as coisas numa dimensão tranquila, mesmo que seja excepcionalmente fora da realidade em que você está vivendo. Dentro de si mesma, encontra-se a luz do amor. O sofrimento alheio é uma força de crescimento e descoberta. Mas, para aquele que sofre, é impedimento e aprendizado forçado. Eles precisam de amor. Como não há possibilidade de fazer com que o amor chegue diretamente, pois seria cercado de dor, é possível, para transformar dor em amor, que, ao invés de sofrer, busque compreender e emitir o amor diretamente às situações que lhe fariam sofrer. Não sofra a dor alheia. Ame os seres que sofrem. Descubra-os da dor, emitindo luzes de amor. A sua fonte de amor não se esgota. Para si e para os outros. Paz e Amor.

Grupo: Queria pedir também pela minha mãe, e o momento que está passando agora, com realização de novos exames.

NA: A luz do amor transcende as situações. Não as preveja. Permita fluir sem obstáculos. E esteja a compreender que as limitações fazem parte do momento. Isso quer dizer que, por vezes, deverá parar para refletir. Como é por uma boa causa, alente-se, acalme-se. Paz e Amor.

Grupo: Queria fazer pergunta sobre amigo, M., que está passando por momento delicado na vida, …………………. queria que me explicasse o que está acontecendo.

NA: Toda ação concernente à atitude das pessoas, tem um alvo pessoal ou coletivo, cujos significados se estabelecem nas relações. A consciência do ser a partir de um determinado ponto é dona de si e irá conviver com os resultados de suas ações. Não se sinta culpado quando os efeitos nocivos se estabelecem. Sinta-se limitadamente responsável. Ser culpado é dramatizar o efeito da responsabilidade, fugindo dela. Ser responsável é respeitar o seu direito de estar participando com outro ser de algo que transforme a vida de ambos. Portanto, é da natureza social que estejam estabelecidas responsabilidades entre um e outro. Estamos dizendo de forma genérica. Mas, avalie-se com respeito. Não se culpe ou não se responsabilize por aquilo que não é seu. Mas, indique e ajude o quanto puder, para contribuir com a sua responsabilidade. Fique tranquilo, não fantasie, não recrie a realidade, como dissemos no início. Busque reconhecer as pequenas ações que possam representar coisas importantes. Exercite-as dentro do seu coração, orientadas à luz do amor.

Grupo: Poderia mandar mensagem para …

NA: Caro senhor, às vezes, é a postura de uma mãe com as mãos na cintura e batendo os pés, olhando de cima para baixo, e lhe expondo um sermão. As situações em que se vive em desequilíbrio, não são apenas resultado das ações, quando essas ações demonstram para uns, mas não para si próprio. Há quem esteja te vendo, na imaginação ou nas atitudes de antes e de agora, sabendo o que você não sabe de si próprio. São observações da convivência que deves alertar para as suas próprias ações. Fique atento, pois os mundos não se orientam de um lado para o outro. É preciso buscá-los. Paz e Amor.

Grupo: A xxxx lhe pede mensagem

NA: Todo instante de aprendizado traz o ser consciente ao limite de suas ações simples. O limite das ações simples proporciona ao ser o instante de ser relapso. Não quer dizer nem bom nem ruim, mas quer dizer fora do alcance por não estar atento. Entretanto, os eventos são exemplos, e nem todo exemplo lhe cabe em carapuça. Mas, provavelmente nas carapuças de alguém em torno. Ficar atenta é preciso para manter a capacidade de doar amor. De outra forma, irá gerar diferentes manifestações. E estas, depende do que está gerando. Como doadora de amor, não se perca da sua própria luz. Paz e Amor.

Todos os instantes que os seres humanos se aproximarem de sua luz de amor, irão expressar a probabilidade de ocorrer consigo as consequências do amor, multiplicando e transformando aqueles que estão em volta. Especialmente a si próprias(os). Estejam cientes do alcance, inicialmente dos seus próprios braços, aquilo que está no horizonte dos seus olhos, aquilo que não se vê, ao contrário dos olhos, o sentido da propriocepção. A sensibilidade dos fílens. Expressem o amor dentro de si buscando nos gestos de pouca importância: não mentir para si próprios. Apenas um exercício para confiar em si mesmos. Agradecemos a todos. Paz e Amor. As águas estão sob a vibração do nosso amor. Paz e Amor.