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Heteroscedasticidade temporal e volatilidade guiônica

A experiência Guion, que é a experiência mental, relaciona-se à relação insciencial por meio da duplinação, de maneira a traduzir todo o processo mental que surge da experiência corporal, dotando o ser de possibilidades de recursos para o desenvolvimento insciencial. Ou seja, da consciência em direção à exoconsciência. O processo mental não é estável. Ele apresenta variações importantes, que acontecem em 3 aspectos. O primeiro são as variações da incronização, que são variações temporais de alta relevância e a mais instável. O processo temporal também acontece em toda a rede insciencial, considerando-se que a rede é o aspecto incronizado do ser insciencial, que pode se manifestar em duas instâncias: primeiro, na transmigração da ressonância selidente, e segundo, na duplinação. O primeiro gera as possibilidades do ser Intai, e o segundo, do ser Aintai. O segundo aspecto da instabilidade relaciona-se, portanto, ao processo de incronização e especialmente da sua manutenção. Podemos ainda dizer do terceiro aspecto que é a relação insciencial com o organismo físico, com o corpo físico e suas instabilidades diversas. Todo esse processo de instabilidade, de descontinuidade, que é gerada na relação insciencial com o ser da consciência duplinada, expõe toda a estrutura a uma carga extra de erros, pois todo o processo temporal depende, ou melhor, todo o processo de memória depende da estabilidade temporal. Esse processo é relacionado à cedasticidade, o processo de instabilidade de oscilação, de diferenciação das variáveis envolvidas para garantir a retomada das ligações de memória. Estamos falando sobre essa variabilidade, que é a heteroscedasticidade. A heteroscedasticidade relaciona-se, portanto, a uma variação de tempo no processo Guion. O processo Guion é a mente. E, portanto, há uma volatilidade temporal. Essa volatilidade temporal é uma das causas da instabilidade mental Guion. E é, portanto, a forma que impede, em parte, o processo de estabilização exosciencial. Ou seja, este é um dos motivos pelo qual a mente não consegue se estender à exosciência. E, portanto, aí há um aspecto central para o desenvolvimento mental Guion, através de exercícios que possam ajudar a diminuir essa volatilidade. Há, no processo insciencial mental, diversas instâncias em que o tempo está ligado apenas a uma rede sem respostas, que, pelo menos, consegue manter, pelas radiações eletrofis, ou seja, eletromagnéticas pareadas pelos campos NIR, pelo eixo insciencial. Esta questão guarda uma certa complexidade, mas não podemos deixar de citá-la, pois iremos embasar o processo insciencial em relação à sua estabilidade, considerando, portanto, a sua heteroscedasticidade. É importante que se tenha algumas questões em mente. O tempo que é gerado na relação corporal, ele é fundamentalmente diferente do tempo gerado insciencialmente para a dimensão de Guion. O tempo duplinado, do processo de duplinação – o tempo duplinado quer dizer incronizado – ele está relacionado aos processos corporais, e pode reger o surgimento da dimensão de Guion. Até o primeiro setênio de vida dos seres Aintai acontece uma dependência que, gradativamente, até esse primeiro setênio, ele se torna desagregado, aumentando, portanto, a independência da experiência corporal com a experiência mental. Até o segundo setênio de vida, haverá uma dissociação que nem sempre se completa, pois o desenvolvimento mental não estabelece parâmetros consistentes e mais generalizados para o desenvolvimento de Guion, exclusivamente. O corpo pode continuar parametrizando, ou seja, dando as referências de tempo para o processo dimensional de Guion. A relevância desse processo pode determinar ou não se o desenvolvimento mental pode possibilitar uma ampliação exosciencial. Está aí uma das questões que poderão ser estudadas por nós, nesta trajetória de comunicação: a parametrização orgânica mental versus a heteroscedasticidade temporal e a volatilidade do processo de Guion. A volatilidade, ela é quando, vamos pegar alguns exemplos, quando você perde a noção de tempo. Aí o tempo pode ser considerado como um tempo mental, como muitos humanos consideram, ou como um tempo, em contrapartida, o tempo corporal. O tempo corporal apresenta diversas referências orgânicas que podem ser parâmetro para a construção de um tempo corpóreo-mental. Desde as estruturas de ciclos circadianos, como o sono, fome, ritmo dos estímulos visuais, os ritmos do fluxo cardíaco, sanguíneo, assim como os ciclos hormonais, que vários deles são circadianos, assim temos como referência a pineal. Os exercícios que foram propostos já servem como referência para o desenvolvimento que iremos propor nos próximos encontros, que serão alternados com os Gamari, e mais à frente, no próximo ano, com os Tchumãs. Ambos, Gamari e Tchumãs, e outros que virão, irão discutir questões da temporalidade, tendo-se em vista que ambos e outros têm uma relação mais múltipla com o processo temporal. A importância reside no fato de que esse assunto pode determinar o desenvolvimento insciencial, ou seja, a facilitação para o acesso exosciencial. Pode ser um assunto estimulante, mas que, para alguns, pode não ter o mesmo resultado de outros, pois cada um tem a sua experiência de vida. Estamos bastante empenhados em conseguir pelo menos algumas explicações relacionadas a esse processo. Outro exemplo é o nível subjetivo consciencial, que apresenta uma instabilidade e uma gama de variação e, inclusive, de variáveis que interferem no processo diretamente. É preciso que entendamos que ao longo dessa experiência de viver a vida, o tempo se distorce, ele se descontinua, o tempo ganha relações com a corporalidade que podem contribuir com uma maior acuidade, uma maior proximidade, ou até mesmo o inverso de tudo, ou seja, descontinuidade, desparametrização, e isso pode realçar a volatilidade guiônica, que é a subjetividade temporal interna do pensamento, da sensorialidade, ou seja, aquele tempo que se relaciona com os aspectos sensoriais. E isso é essencialmente a heterocedasticidade. Gostaríamos que compreendessem que, ao longo de um tempo, esse assunto terá importância para compreendermos as questões dimensionais de Guion que ainda não foram apresentadas e o processo de registro de Ídar, o processo de memória, mnemônico. Todo esse aspecto a ser desenvolvido poderá ser detalhado, na dependência dos interesses e do desenvolvimento de cada um de vocês. Agradecemos. Paz e Amor.

Grupo: Gostaria de fazer uma pergunta que não tem diretamente a ver com o texto de hoje. Você citou, há muito tempo, uma palavra que sempre tive a curiosidade de saber qual a real extensão dela que é Rhalam. Ela apareceu num encontro há um tempo atrás você disse que significava vida. Estou correto?

NA: Isso mesmo. Rhalam é a experiência em si de se perceber vivo. A relação de Rhalam está, portanto, contida em todas as expressões como Kalamatsana e como o alcance que se tem da noção de se estar vivo. Mas, como se diz, com muitas palavras e muitas expressões, elas têm um bojo de significado mais amplo, como todas as formas de se sentir vivo.

Grupo: E isso independente da nossa condição de Aintai ou Intai?

NA: Mais especificamente dos Aintai, mas a vitalidade e a experiência Kalamatsana ultrapassa a experiência da duplinação.

Grupo: Sim. Muito obrigado. Agradeço.

NA: Igualmente agradecemos.

Grupo: Eu tenho duas perguntas. A primeira é tirando uma dúvida com relação à leitura do último texto no grupo de estudos, chamado Comogenidade. Ao longo do texto foram surgindo outras palavras, como comógino. Gostaríamos de esclarecer como se escreve, se é “comogenidade” ou “comoginidade”, “comógeno” ou “comógino”.

NA: Comógeno. É dependente da expressão da linguagem. Ou seja, é a dicção.

Grupo: Fiquei nessa dúvida e a Xxxxx trouxe uma análise etimológica muito interessante. Então, vou consertar no texto. A outra questão vem de uma questão particular. Uma curiosidade. Eu não sei até que ponto são confiáveis esses testes de DNA para a gente alcançar a nossa ancestralidade. Mas, ainda que seja confiável, do ponto de vista da ciência humana, eu queria te perguntar a relação dessa profundidade histórica que a gente recebe como dados dessa ancestralidade, a relação disso com um certo, vamos dizer, DNA insciencial no âmbito – não sei se está tudo registrado em Ídar –, nesse aspecto mais amplo Kalamatsana, das rotas. Como a gente conecta uma coisa à outra. É possível?

NA: Para a nossa compreensão, o processo parece ser inverso. Quem determina o DNA e como ele deve se portar é o processo insciencial. Portanto, a experiência de cada um de existência, aproveitando a expressão trazida pelo nosso irmão Weber, estamos a compreender que o âmbito insciencial é que constrói a estrutura do genoma como um processo amplo de acesso às possibilidades da experiência de viver. Evidentemente associado ao sucesso dessa. Mas, certamente há um aspecto comercial para tornar a análise desse processo mais emocionante e viável comercialmente. Não se pode fazer associações tão fragmentadas de um processo que depende da experiência de vive. Não consideramos útil que se tenha uma compreensão de que uma porcentagem da sua formação está relacionada a umas centenas de anos atrás e ela guarda alguma continuidade de uma coisa com a outra. É um processo suirsômico. Ele está relacionado à construção que o ser faz em suas várias experiências de viver, que vão sendo trançadas em padrões que podem ser relacionados a aspectos relacionados ao DNA, porque o DNA é apenas um conjunto estrutural que proporciona e garante certos aspectos biológicos e sua continuidade, na medida em que esses são importantes para a sobrevivência e experiência suirsômica. Certamente, os seres humanos não consideram na biologia, como estudo, a parte suirsômica. Mas, nós podemos traçar melhor as relações. E aquilo que fica para trás pode ter sido útil ou não. Basta você pegar a sua própria vida e verificar as coisas que não foram importantes a as coisas que foram importantes e como a sua estrutura anterior às vezes se equivoca e você tem que recomeçar para atingir o seu melhor desenvolvimento. Isso é uma qualidade, inclusive biológica e, inclusive, baseada na estrutura do DNA, que é uma seletividade constante. E ela é tão dinâmica que na vida de cada pessoa acontecem mutações que servem a propósitos específicos do processo suirsômico, e não do processo biológico em si. Ela não pode ser avaliada trançando-a e entremeada às visibilidades descritas e analisadas de acordo com determinadas metodologias. Inclusive, saiba, há metodologias divergentes para se analisar esses conceitos estabelecidos pelos estudos científicos. Eles guardam uma relação direta com a fisiologia, com as estruturas e esquemas do processo de desenvolvimento do ser, mas não podem ser atentados diretamente como se isso significasse aspectos objetivos de cada um. E as relações regionais também são ainda incipientes. Elas precisam ser mais bem analisadas para se compreender para que servem como informação. Atualmente, certamente, elas são bastante turísticas. Apenas para satisfazer um âmbito comercial que, em alguns aspectos, podem ser plausíveis para garantir a continuidade de alguns processos. Mas, certamente, eles vão se distorcendo e os intermediários é que vão se beneficiar financeiramente do processo relacionado às pesquisas, que vão sendo tomadas por grandes laboratórios.

Grupo: Fiquei pensando também na nossa própria participação na grande família, que é mencionada por vocês, da qual a gente faz parte e à qual a gente periodicamente retorna. Quer dizer, deve ser muito difícil entrelaçar tudo isso. Muito complicado. Além desse aspecto comercial muito pertinente.

NA: Nós podemos mostrar uma contradição entre essas coisas, pois você esteve em lugares diferentes. O seu ser insciencial, o seu ser Intai, e ocupou lugares na mesma família. Mas, também, transpôs essa família, gerando também outros processos em outros lugares. E, como se trata de um mesmo ser, ele guarda, saiba, relações do mesmo DNA. E, por isso, ele surge em diversos lugares. E ele não está descrevendo uma trajetória social, cultural, econômica ou outros aspectos importantes e essenciais para o desenvolvimento de cada um. Mas, ele pode traçar níveis de habilidade que sempre irão se manifestar a cada duplinação. Se analisar da forma humana, não seria possível que o DNA se expressasse de formas variadas. Mas, como o processo insciencial garante esse aspecto, o ser pode ser um músico em vários lugares, mas ele também poderá divergir desse processo e manifestar outras habilidades. Portanto, não há um atrelamento com o processo de DNA na experiência pregressa de cada um de vocês. O DNA garante uma “estabilidade”, como já estamos falando desse assunto, em relação a características que são fundamentais para o desenvolvimento, de uma forma geral. Pois os espelhos mnemônicos do DNA, eles são depletidos para o processo insciencial. E, portanto, eles guardam como reserva de uma experiência para outra.

Grupo: Muito interessante. Muito obrigada.

NA: Igualmente agradecemos.

Grupo: Nosso Amigo, fiquei curioso com a relação temporal. Você falou da relação múltipla com o tempo dos Tchumãs e dos Gamari. A gente não tem essa relação múltipla, apesar de vivermos, na minha visão, essa multiplicidade através da exosciência e também de Guion, em comparação com a nossa consciência. A nossa aproximação, nossa relação mais íntima com a exosciência pode levar a gente a uma relação múltipla com o tempo? O que seria isso que os Gamaris e os Tchumãs vivem?

NA: Muito bem. Por exemplo, quando você sonha, você tem uma sensação ou pode ter (não quer dizer que tenha que ter) de um tempo, às vezes, que causa um estranhamento. É como se aquilo já aconteceu, ou como ele se estica no tempo. Nas viagens astrais, o tempo se desloca do espaço e ele passa a ter uma coerência em si no organismo físico específico. Quando você se comunica com o ser de outra dimensão, como é o caso da comunicação Intai, se você estiver presente no seu processo exosciencial, o tempo pode parecer estático. Você vai conversar horas e isso vai representar 3, 4 ou 5 minutos na experiência física. As diferenças de tempo da experiência dos seres Gamari e especialmente dos Tchumãs, ela tem um descolamento natural da realidade física. Ela pode ser atrelada ou não à realidade física. Isso proporciona a eles criarem tecnologias de viagem a distâncias muito longas, pois eles poderão demorar milhares de anos em uma viagem e percebê-la ou vivê-la como segundos. A exposição deste assunto guarda uma estranheza muito grande com relação à experiência física. Essas diferenças eles próprios poderão conversar com vocês, para vocês, na expressão da gíria, viajarem naquilo que seria uma experiência da natureza própria destes seres. Eles têm tecnologias que proporcionam que eles viagem próximo de 150.000 km por minuto. Essa experiência nos traz para próximo de muitas experiências de seres que alcançam velocidades, ou processos tecnológicos que não dependem da relação espaço-tempo. Eles podem compreender perfeitamente experiências elaboradas pelos seres humanos em relação ao tempo, que levaram ao desenvolvimento da física quântica, mas ainda são incipientes. Porque essas questões estão ainda muito dependentes da experiência física poder ser realizada. Isso vai demorar mais um pouco de tempo. Não quer dizer que algumas tecnologias não possam proporcionar algo de novo na visão física da experiência da ciência como um processo que os leve para fora deste planeta. Por enquanto, os seres humanos estão engaiolados na dimensão física.

Grupo: E teria algo a ver, por exemplo: Quando a gente faz a meditação de quinta-feira, eu tento me imaginar numa roda com todos, inclusive vocês, mas essa experiência só vai até um certo ponto porque eu sinto que tenho que me projetar e eu tenho que me descolar do tempo.

NA: Este é o assunto que estamos trazendo. Na medida em que você compreende que há uma variação do tempo e que isso pode acontecer com a sua experiência mental, essa é a diferença de quando se alcança um processo exosciencial. A experiência deixa de ter as mesmas relações agrupadas pela consciência. A consciência se desenvolve através do organismo físico e guarda uma relação com o organismo físico bastante consistente. Ampliar essa experiência é alcançar possibilidades da dimensão na dimensão de Guion, ou seja, por meio da mente, do pensamento, do sentimento, das emoções, mesmo que elas sejam geradas pela estrutura orgânica. Os campos NIR e eletromagnéticos, não são eles que estão atreladas à experiência física, mas o próprio processo insciencial na limitação da experiência da duplinação. Há uma relação ainda muito corpórea que limita o processo mental naturalmente, mas ele pode ser desenvolvido. E assim, a partir de um desenvolvimento, o ser, ou seja, você, pode se compreender e desatrelar mais amplamente a mente da estrutura corporal. Ela tem limitações, evidentemente, como se pode ver no desdobramento, a chamada viagem astral. O campo aérgico se mantém ligado através da energia corporal, mas ela se estende a uma distância porque não está ligada temporalmente. Há aí uma variabilidade muito mais ampla do que pode se imaginar, o que possibilita que o ser, em sua viagem astral, até saia da Terra e vá para outro planeta, inclusive. Claro que é um assunto que ainda guarda essa insegurança na comprovação das experiências. Mas elas são efetivas para aqueles que a vivem.

Grupo: Agradeço.

NA: Bastante confuso.

Grupo: Sim. Mas deu para entender bem. Muito obrigado.

Grupo: Muito grata pela explicação e essa proposta de abordagem da temporalidade e da volatilidade. Queria perguntar duas coisas. Primeiro, se quando você fala “o seu ser” para cada um de nós, você está se referindo não apenas ao nosso ser duplinado, Aintai ou Intai, mas que tem uma existência como ser e alguma forma de identidade, inclusive em outros radashes.

NA: Pois é, mas como é a pergunta?

Grupo: Se quando você nos chama de ser, “ser Xxxxx”, “ser Yyyyy”, se esse ser – agora nos chamamos assim no estado duplinado -, mas no estado exosciencial, pode ultrapassar radashes, ter uma identidade em outros radashes?

NA: Não, porque o radash já é um âmbito muito mais instável, bastante mais instável. Porque a dimensão física é a dimensão que já tem uma ligação com um Radash que é Éfler. O seu ser insciencial, ele gera a partir de Éfler – esse ‘a partir’ não quer dizer nem espaço nem tempo – mas, de alguma maneira, ele encontrar uma via que é através dos campos NIR. É a principal via de acesso para promover uma ressonância no ambiente dimensional físico, bariônico.

Grupo: A ressonância selidente, né?

NA: Isso. A questão do selidir relaciona-se a partir da proposição de uma existência. Uma existência com propriedades mnemônicas, com possibilidades de modificação deste ambiente a partir dessas ressonâncias e das instabilidades nos limites da dimensão física, relacionadas às micro atrações e micro repulsões, ou seja, das nano gravidades que podem perpassar de um ambiente para outro gerando depleções e exalções, que são possibilidades utilizadas pelos seres, pelo ser insciencial, para modificar o ambiente físico. Por exemplo, através de campos eletromagnéticos, de campos eletrofi, pois a instância primária é baseada em campos NIR. E, já no ambiente físico, sim, utiliza, portanto, fluxos elétricos, gerando campos eletromagnéticos. Assim não há uma viagem para um Radash. Mas, viagens multidimensionais podem acontecer no ambiente da existência dimensional física, como acontece naturalmente com a mente, que é uma dimensão física, mental, baseada na estrutura física. Mas, ela não é física, a dimensão de Guion. Mas, a dimensão de Ídar, sim. É uma dimensão física natural, da própria estrutura física, utilizada pelo organismo, pelo processo da duplinação.

Grupo: A minha pergunta é em relação a uma experiência que eu tive e viraram duas perguntas em cima da mesma experiência. A princípio, achei que minha pergunta não tinha nada a ver com o tema de hoje, mas agora eu acho que tem uma conexão. Foi uma experiência que vivi durante o sono, que já não chamo de sonho mais, pois acho que não foi. Resumindo, era uma situação em que estávamos num grupo e eu estava salva do outro lado de um abismo, digamos assim. Tinha um rapaz e eu ajudava essa pessoa a subir, apesar de outros que já tinham subido criticarem, pois achavam que não tinha necessidade, que não havia perigo. E depois que eu consegui subir eu vi uma outra pessoa, que era uma mulher, mas ela não alcançava a minha mão. E o estranho ou não – e é isso que acho que tem a ver com o assunto de hoje – é que eu acordei, meu despertador tocou. Eu estava de olhos abertos, mas eu não conseguia me desconectar do sonho porque eu precisava achar uma solução para tirar aquela outra pessoa. Já acordada, eu senti que eu interferi no sonho. Eu não sei se isso é uma sensação, se isso foi um desejo meu para que eu conseguisse achar uma estratégia para tirar essa pessoa lá de baixo. Foi quando eu pensei das pessoas tirarem as camisas e ajudarem. E, quando eu me levantei me veio o nome de uma pessoas que já tinha sido minha paciente, com o desejo de chama-la e oferecer par a ela aquela prática da harmonização que vocês nos ensinaram. Ela inclusive já esteve aqui. Então, a minha questão era entender se é possível isso mesmo: eu já estava acordada e interferi ou se eu que forcei a continuar no sonho. Essa questão do tempo, do tempo acordada, do tempo lá. A segunda pergunta é se esse rapaz que eu estava ajudando primeiro é aquele meu amigo que eu já tinha pedido uma mensagem – tive a impressão de que era isso. E se essa moça era essa outra que eu chamei. Se faz realmente sentido ou não.

NA: Podemos dizer que faz sentido em função da experiência exosciencial, que é típica dessas questões, principalmente quando não se tem esse desenvolvimento exosciencial. Portanto, é bem típico das questões temporais acontecer essa máxima distorção temporal. Nós falamos da cedasticidade. Portanto, você tem uma homocedasticidade. A homocedasticidade é quando você tem um emparelhamento de um processo, ou seja, ele é mais previsível. É uma questão estatística. A imprevisibilidade, que é a heteroscedasticidade, ela traz uma condição de instabilidade e desconexão. Portanto, faz parte também do processo consciencial. Ele tem uma variação com picos de consciência muito rápidos, mas ele acontece e desacontece. Ele é descontínuo. Ele pode se desfazer, ele pode se perder. Isso é da consciência. O processo exosciencial, ele é mais aberto. Quando você vive como um sonho, ele tem uma altíssima heterocedasticidade, que é uma desconexão com o que pode ser chamado de realidade. A realidade conhecida. Mas, quando você está num âmbito consciencial estável, a cedasticidade pode ser entendida como homoscedasticidade, ou seja, não é heterogêneo. Ele tem homogeneidade, ele consegue uma conexão, mesmo que descontínua, mas equilibrada. O tempo também é mais estável. Você pode ter uma noção maior do tempo. Podemos pegar dois exemplos da experiência artística. Quando o pintor está pintando, a heteroscedasticidade é maior. Quando um músico está tocando, a homoscedasticidade é maior. Há uma conexão com os movimentos, no caso do músico, que proporciona uma estabilidade maior da variação temporal. Já o artista que está pintando, ele se desconexa da temporalidade física e está num outro objeto de Guion. Ele está trabalhando um outro aspecto do processo mental.

Grupo: Muito interessante. Eu achei tão significativo esse fato todo, que, ao mesmo tempo, eu ainda tinha dúvida. E na noite seguinte eu sonhei que eu estava vendo no noticiário de televisão o fato que tinha acontecido. É como se eu estivesse me vendo na cena, no noticiário, falando “aconteceu isso”.

NA: O que mostra a relação com as forças Tehili, que ela se manifesta interconectada com todos os seres. O suirsoma pode fazer o sentido, como já falamos sobre o sentido e as noções, o que mostra que é possível a mente intercambiar padrões de vibração e de processos mais complexos, mais amplos, inclusive uns com os outros e com as forças Tehili. As forças Tehili são consideradas como o processo natural que mais intercambia com o suirsoma proposto pelos seres Ranamás. E daí a fonte do amor incondicional ganhar reforço quando outros também estão gerando essa fonte de forma volitiva, de forma a processar algo que influencia uns aos outros, por meio da própria “natureza”.

Grupo: Muito grata, e só para completar, fez todo sentido para aquela pessoa. Eu ofereci, ela aceitou, e o resultado foi muito interessante. Então, agradeço muito, porque eu senti que foi um recado, também.

Grupo: Muito grata, boa tarde. Eu queria pegar um gancho da fala do Xxxxx, quando ele falou da meditação, da necessidade de ficar mais livre do corpo. Hoje de manhã, eu tive uma necessidade de conectar com as minhas células, mas eu fiz um exercício diferente. Não sei se foi intuição, mas eu tentei diferenciar o meu ser insciencial do meu corpo humano, e fazer uma comunicação com as células mentalizando harmonização por partes. Minha pergunta é: na medida que eu consigo fazer essa identificação do ser e do corpóreo, eu consigo fazer essa expansão para lugares mais sutis?

NA: Consegue, certamente consegue. Na medida em que você treina, você vai desenvolvendo essa habilidade. E se assim você crer, ela se estabelece como um processo de desenvolvimento específico.

Grupo: Entendi. Porque hoje de manhã isso veio muito claro por uma questão que eu não sei por que veio e eu fui fazendo isso. E aí, pegando um gancho e isso eu gostaria de saber, quando você fala que os seres Tchumãs conseguem fazer essa viagem de segundos, eles usam mais o mental, porque o físico teria dificuldade. Por exemplo, nós, seres humanos, teríamos uma dificuldade física, mas o mental pode expandir tanto que eles (os Tchumãs) podem se projetar a um lugar específico, mas o corpo está em outro tempo e momento. É isso mesmo?

NA: Isso mesmo. A estrutura corporal, na medida em que ela cede, se desatrela, porque, veja, esse processo na infância, ele é totalmente atrelado e dependente do desenvolvimento corporal.  É tanto que o processo Guion nos três primeiros anos, ele pode demorar de um minuto a alguns segundos para processar algumas informações, o que não possibilita o desenvolvimento nem da corporalidade, nem da própria mente. Isso vai acontecendo à medida que o tempo e a experiência corpórea forem bem estabelecidos, gerando todas as substâncias necessárias para aumentar a velocidade dos impulsos elétricos, por exemplo, na mielinização, como já citamos aqui. Claro que há muitas outras substâncias que fazem o mesmo processo em relação ao corpo. Mas, o desatrelamento mental, ele tem um momento importante no primeiro setênio, um segundo momento no segundo setênio e um terceiro momento do terceiro setênio em diante quando se espera um desenvolvimento mental maior, o que muitas vezes não acontece.

Grupo: Boa tarde, quando você fala do primeiro setênio, na antroposofia, as crianças do primeiro setênio ainda não têm um fio Terra, ainda não estão conectadas muito com a terra. E eles falam muito desse momento sutil, que muitas vezes elas veem coisas, elas conversam com seres, elas têm uma conexão com esse aspecto sutil muito maior. Seria isso? Essa desconexão com o tempo que elas têm? Muitas vezes, elas conversam sozinhos, com seus amigos imaginários. Seria isso mesmo? Elas não têm essa consciência temporal e se deslocam nesse tempo com mais facilidade? E muitas vezes essas conversas, essas visões, na verdade, elas são reais?

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Interrompeu a gravação

NA:  Não iremos seguir as proposições da experiência humana de avaliação dessas questões, mas o que estamos falando está emparelhado com a instabilidade temporal. Essa instabilidade temporal é que está relacionada à cedasticidade que é um processo de variabilidade estatística, por assim dizer, mas de uma maneira que até o primeiro setênio, ela tem uma maior variabilidade. Veja, que há uma contradição na própria expressão que você está falando entre a comunicação com a imaginação ou com aquilo que ela está vivendo. Certamente, com aquilo que ela está vivendo, que é a comunicação com outros seres, não é imaginação. Claro que não há, para a criança, a distinção entre a imaginação e o real. Mas, para a ciência em questão, ela tenta ser racional, não admitindo a comunicação específica com outros seres. Não se trata apenas de uma imaginação. A imaginação cumpre um papel de indistinção. Ou seja, a criança pode não distinguir uma coisa da outra. Mas, quem está fora da mente infantil não pode dizer que é a imaginação dela, pois, verdadeiramente, é frequente que sejam outros seres, por exemplo, Intais, o que é muito comum.

Grupo: Muito obrigada.

NA: Igualmente agradecemos.

Grupo: Eu estou curiosa sobre a relação das oscilações das vibrações das ressonâncias com o processo de incronização, ou se seria mais variável, assim como há uma outra temporalidade da mente. Se há um salto mais imediato ou uma pluralidade ou se essas oscilações têm uma atuação nessa incronização, também.

NA: Pode-se dizer que há várias temporalidades, várias referências de tempo. E aquilo que acontece no ambiente físico tem a sua própria temporalidade. Por exemplo, você lança uma pedra. A sua habilidade permite que você acerte essa pedra em um alvo. Quando você faz esse cálculo, você está lançando mão de um treinamento, de noções de tempo que foram antes experimentadas e que, se houver uma diferença ambiental, essa habilidade pode ser comprometida. Vamos falar sobre as diversas variações e probabilidades de erro. Elas podem estar relacionadas à questão temporal. Quando você vai lançar a pedra, e você solta com uma determinada força em uma determinada direção, ela tem uma temporalidade do objeto que talvez possa ser calculada. E quando você lança, você está calculando. Você pode ter um cálculo matemático e um cálculo corporal. É o corpo. O processo insciencial corporal tem essa noção, se ela é experimentada. Se ela não é experimentada. A variabilidade é maior. Portanto, mostra-se aí que a cedasticidade, ou seja, a heteroscedasticidade, que é a variabilidade do erro. Por exemplo, ela está relacionada ao peso do objeto, às condições de treinamento e ao tempo mental. Se há uma desconexão dessa temporalidade, ela se adapta pela condição da própria natureza da questão. Por exemplo, você não tem nenhuma experiência e vai fazer a mesma coisa. A variabilidade do processo mental é maior. Mas, ela vai buscar você, a sua consciência. Para acertar, ela vai, inclusive, suscitar de você que você confie em você, de qualquer forma. E essa confiança também afeta o processo temporal. Você tem várias camadas de variabilidade temporal e das outras variáveis que estão envolvidas para efetuar o acerto de uma pedra no alvo. Todas as ações físicas perceptivas e do pensamento estão sujeitas a todas essas temporalidades. E, portanto, você tem camadas de temporalidades com suas heteroscedasticidades, o que pode trazer o sucesso da situação ou não. Em qualquer atividade que exija uma destreza, ela vai envolver essas questões temporais, que devem se ajustar às condições de realização de determinados objetivos. Se você vai escrever um livro, qual é o seu processo para realizá-lo? Ela vai confrontar várias situações de variação das condições temporais, mentais, corporais.

Grupo: Obrigada.

NA: Igualmente agradecemos.

Na medida, portanto – sempre falamos essa primeira frase, porque na medida quer dizer “no alcance daquilo que propusemos”, “no alcance daquilo que se propõe”  – reforçamos que o amor é uma centralidade acessível às suas ações, e, na medida em que se aprende a usar essa possibilidade, você irá alcançar aspectos da sua experiência de viver a vida mais efetivamente, com uma consciência mais ampla. E sabendo de si ou buscando por si, encontrando aos outros na medida de cada possibilidade. Este é o objetivo da nossa experiência com os seres humanos: ajudarmos a todos nós, encontrarmos os meios dos caminhos, as alternativas melhores que possam alcançar a todos. Agradecemos o amor, agradecemos a confiança, agradecemos a presença de todos vocês.

Paz e Amor, Mnahrkiwon.

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