Encontro Semanal

Realidade: leituras de uma realidade x realidades de muitas leituras

 

Paz e Amor.

Sempre há versões diferentes dentro de cada ser humano a respeito daquilo que vive e entende ao seu redor. Os vislumbres e a memória frequentemente estão em oposição aos seus espelhos, pois esses se modificam de acordo com as imagens e suas modificações. As ideias espectrais de uma realidade reverberam em torno daquilo que se vive quando se adquire experiência, conhecimento, testemunho, sonho ou quando atinge o imaginário. Muitas vezes, dentro de um único sujeito, a experiência física vivenciada se diferencia cabalmente na contrapartida com a sua experiência verbalizada, trazendo contradições que afinal se espelham em suas condições exclusivas de ser. A humanidade não se utiliza de seus espelhos porque o próprio reflexo apresenta supostamente uma versão modificada, comparando-se com o espelho da sua memória. Estas condições da humanidade são tão frequentes, que muitos não humanos entendem como um processo de erro orgânico, trazendo uma fama para a humanidade de ser inconsistente. Certamente, no nível da espiritualidade, há muita crítica que traz, à luz das possibilidades do desenvolvimento humano, interferências nos seus processos de desenvolvimento para que se corrija falhas nos processos especificamente relacionados à memória e suas transformações em realidades. As leituras contradizem com as versões de uma realidade. Se, por um lado, torna-se pertinente para aqueles que dominam, por outro, podem destruir a confiabilidade em toda uma humanidade. Mas, há diferentes aspectos de uma realidade que não conseguem consistência entre as percepções de diferentes grupos de interesses, trazendo hiatos abissais para todo o processo de equilíbrio entre memória e realidade. Entretanto, os recursos naturais de formação e transformação mnemônicas não conseguem ter o aval de suas traduções de âmbitos específicos para o aspecto da realidade e o aspecto da experiência vivenciada, sendo ambos processos a posteriori de memória. Há manipulação do espaço-tempo, por isso traz grandes contradições e invibializações para os contextos de compreensão das realidades biotransformadas, e isso causa diretamente profundas rachaduras na estrutura de memória, e nas habilidades e nas capacidades de se converter a memória em processo confiável. Para se ter uma ideia, muitos parceiros em potencial não humanos tendem a abandonar a experiência humana por não poder atender aos seus pré-requisitos de consistência de memória. A humanidade é tão considerada instável, quanto recria a realidade, ou as realidades com aspectos diversos nas formas de versões, a tal ponto que versões abolidas pela própria humanidade continuam a se valerem de argumentação para muitos em posições favoráveis de domínio econômico, social, ideológico, cultural, etc. As realidades se modificam e às vezes, as versões se mantêm como forma de tornar indefensáveis os aspectos predominantes e dominantes dos interesses de maior poder de alcance e de manipulação. Muitas versões de um único sujeito podem ser encontradas como processos de divisão de si para atender outros objetivos que não sejam os objetivos ao texto especificamente orientados, isto é, há manipulação de forma tão extensa nos níveis de informação e nas configurações das versões das realidades a um ponto extremo de sua confiabilidade, recaindo sobre si mesmas suas próprias rejeições. As realidades tornam-se alvo de disputas entre poderes divergentes que atendem a prerrogativas díspares e desequilibradas, trazendo fenômenos de indiferença, de intolerância, de covardia, de desprezo, de descontinuidade, para muitos que necessitam de mínimas condições para serem coadjuvados na experiência de viver a vida, através de versões da realidade que possam lhes permear algum tipo de sucesso, sendo uma busca manipulada. Só poderá deixar a realidade ser banalizada, quando suas próprias contradições traírem entre si versões que convençam simultaneamente um lado que não vê o outro, e o outro lado, que não se vê e nem vê o outro. A consciência pode gerar conflitos em seu próprio ser, de maneira a não acatar aquilo que sugere a natureza de seu próprio estado de ser. Paz e Amor. Paz e Amor.

Grupo: Essa característica da memória humana ser falha se intensifica para o ser humano não duplinado? Quando ele acessa outras memórias de duplinações.

NA: Certamente a experiência Intai traz mais insegurança, porque os meios de mágnem são instáveis e tais instabilidades limitam pela diversidade de situações desfiguradas pelos espelhos mentais da experiência de cada um.

Grupo: O ser Intai, ele tem acesso às memórias de outras vidas ou só da última vida, última duplinação?

NA: Ele tem parte da memória sendo revelada na medida em que compreende seus status de tempo e de espaço dimensional.

Grupo: É como se à medida que fosse se situando no espaço e no tempo, fosse tomando consciência dessas vivências.

NA: Em parte, e de forma difusa.

Grupo: Quero te agradecer e a todos pela experiência que tive hoje, muito importante, pelo resultado, muito obrigada.

NA: Igualmente agradecemos. Paz e Amor.

Grupo: Queria pedir mensagem para xxxxx, está passando situação meio complicada de saúde.

NA: “Caros amigos, percebam que há grandes diferenças entre a realidade, quando é sentida e vivenciada como algo da experiência que pode ser acessado pela memória, pelo entendimento, pela razão e os desequilíbrios, que são as porções de uma realidade considerada de tal forma que seus imperativos estejam diretamente relacionados a notícias da realidade compartilhadas por outros tantos. Mas, as comparações são inviáveis porque não se pode ter noção daquilo que vive cada um. As especificidades orgânicas podem criar referências comuns, mas criam também novas referências, não instituídas ou exercitadas por um ser mais próximo, de maneira a ter diálogos ou ferramentas de comunicação para trazer entendimento, mas se compreende que há muitas falhas na experiência e suas contrapartidas, que são subdivididas para atingir a vivência e a construção de cada ser que esteja envolvido em suas experiências de viver a vida. Tratamos deste assunto para que de alguma forma não se exija do ser aquilo que ele não pode dar. Muitas experiências são fadadas às contradições, e por isso, criam limites e barreiras para serem compreendidos por outros grupos. Há muita necessidade de consenso, de respeito, de auto-limitação e compreensão de contextos que possam contribuir com tais formas de ser diante da vida. Há muitas realidades para uma interpretação. Há muitas interpretações para uma realidade.”

Grupo: Gostaria de agradecer a mensagem que me foi enviada quando estávamos aqui. Não tive como meditar sobre ela de forma mais profunda, mas me mostrou coisa que no momento da mensagem não consegui captar. Queria agradecer. Observei que os mesmos fatos que acontecem na vida, que aconteceram na nossa infância, adolescência, fase adulta; observei que procurei pensar algumas coisas ligadas na mensagem, o que me foi alertado, e a sensação que tive foi que a memória deles mudou, lembrando das mesmas coisas de forma diferente, como se eu tivesse à mão eu ter o enredo de como lembrar essas lembranças. É o caminho?

NA: Desde que se reconheça na distribuição das redes de significados onde as dissidências dos sentidos recaem como aspectos fulminantes da ignorância. Então, é preciso buscar ter noção. Noção que se adquire com diálogo insciente, consciente, que é a busca por si, em seus contextos de experiência de vida, quando muitos aprendizados são conclusivos para uns, mas não para outros. É preciso, sim, buscar várias versões e avaliá-las quanto àquela que esteja em maior sintonia com a realidade mais coletiva. Sem burlar a inteligência ou a sapiência de alguns quando sobrepercebem que as realidades podem se contradizer, e esses são aspectos de grande relevância pra qualquer um, quando a sua inocência, a sua ingenuidade se emparelham com as razões da verdade. Verdade que encontra-se ou órfã, ou sob a mira de um controle externo. Portanto, resta à consciência crer em si, aprender a utilizar a sua memória como ferramenta e como processo de tradução daquilo que vive como realidade. O amor há de ser uma referência para a verdade quando sua incondicionalidade não expõe a versão do sujeito que viveu a experiência. É o respeito por si e por aquilo que também outros vivem. É necessário entender, confiar em si como algo mais amplo, mais coletivo, essencialmente, entretanto, depende de cada um. Paz e Amor.

NA: Sabemos muito bem que muitas vezes expomos situações e argumentações que, por ora, aparentam-se distantes das realidades humanas. Mas, suscitamos, ressuscitamos que aquilo que está dentro da experiência de vida duplinada de cada um pode ser reivindicado por sua consciência e por suas atitudes diante das questões. Às vezes, afirma-se aquilo que não se pode cumprir, ou aceita-se de forma passiva, as mentiras de outros, de tal maneira que estas se transformam com naturalidade e rapidez em verdades fingidas no subconsciente de cada um. É preciso acordar, é preciso fazer restrições a si quanto ao que se aceita. Mas, sem agredir a sua natureza tão pura quanto possível, na medida em que as suas ações passam a ser balizadas pelo amor. É claro que muitas informações são facilmente contestáveis porque não tendem a se comprovarem por métodos de reconhecimento específico. Claro que nem assim elas deixaram de burlar aos interesses de quem as produz. É o caso das chamadas ciências. Quando interessa, pode ser A; quando não interessa, pode ser B, e as ambiguidades recriam fatores de manipulação de alta densidade, ou seja, com argumentos convincentes pela força de afirmações desconhecidas. A experiência dos não humanos tende a ser, por um lado, isolada pela ignorância, por outro, assistencialista, porque não consegue confiar na durabilidade da confiabilidade humana. Em certa medida, é necessário que a humanidade confie em si. Pois, verdadeiramente, mais desconfia.

A luz da experiência humana precisa se desenvolver. A luz quer dizer habilidades emparelhadas e pareadas com suas possibilidades. Elas são urgentes porque tendem a se estagnar e a estagnação requer um grande questionamento dos suirsomas somatórios da humanidade. Qual é o sentido de viver? O sentido pode estar relacionado à luz do amor. Mas, nem sempre pode ser nem visto nem sentido, muito menos imaginado. O que cada um pode fazer por si é fazer pelos outros para se descobrir como forma, e para se potencializar como ação. Ação e forma baseadas no amor. Agradecemos. Paz e Amor.

A luz do nosso amor energiza as águas. Agradecemos.