Encontro Semanal

Um aspecto temporal de Ídar

Pouco a pouco, vamos ampliando as informações sobre os assuntos relacionados especialmente à mente. Nosso interesse é conseguir com vocês um fortalecimento dos aspectos mentais. Sabemos muito bem que parte das informações são conhecimentos fora do espectro conhecido humano. Entretanto, acompanhamos a humanidade neste planeta desde sempre, e muitas das informações geraram perspectivas diferentes para os locais e as épocas em que externalizamos tais informações. O mesmo vem acontecendo há centenas de anos. Sabemos que essas informações constituem um limite exótico e recheado de dúvidas, pois não temos a intenção de debatê-los com a humanidade no momento. Já fizemos milhares de vezes esse exercício. Muitas das informações geraram tecnologias ou conhecimentos adicionais para a experiência humana. Isso sempre irá acontecer em decorrência do caráter inovador em relação ao conhecimento dos seres humanos. Ainda assim, não temos a intenção de confrontar conhecimentos equivocados ou politicamente ignorados em função de questões econômicas ou financeiras, situação muito frequente em outras épocas, ou atualmente em determinados locais. Alguns grupos tiveram a felicidade, ao longo desse processo, de contar com participação de cientistas, pesquisadores, professores, médicos, psiquiatras, e outros, com interesse de se ampliarem, criando tecnologias e revisando a experiência mental humana. Há mil anos, resolvemos abordar sobre o aspecto da mente simplesmente. Anteriormente, discutíamos outras questões. O foco mental diz respeito à interface individual-coletiva que nos possibilita melhor resposta dos humanos por abordarmos preferencialmente a experiência de vida de cada um. Quando expomos um determinado aspecto, não conhecido, podemos contar com a curiosidade de alguns, assim como com a descrença de outros. Isto não interfere em nosso processo, que daremos continuidade, caso os senhores e as senhoras desejarem. Portanto, a única forma de interromper o processo é que vocês nos externalizem tal objetivo. Não ficaremos tristes com esta situação. Algumas vezes, as informações conseguem atingir mentes sensíveis, tanto de uma forma, quanto de outra. Isto é, tanto favorável à continuidade, quanto desfavorável em função do seu caráter diferencial. Assim, respeitamos tanto as necessidades, quanto os desejos objetivados pelos senhores e senhoras. Queremos deixar em aberto qualquer possibilidade. Quando abordamos sobre Éfler, sentimos que coisas desta ordem aconteceram. E, portanto, sempre iremos respeitar, não apenas a compreensão, seja como for, como também a não compreensão. Não queremos dizer que esta exposição tenha um caráter de pressão para que se interessem ou não. Muito antes pelo contrário. Estaremos absolutamente isentos em relação às necessidades de não aceitação de alguns de vocês. E continuaremos ao dispor, pois isto faz parte de nossos objetivos. Um objetivo de fortalecer as vias do amor. Agradecemos. Os aspectos a seguir reiniciam os assuntos relacionados aos processos mentais. Entretanto, iremos colocar uma situação para que pensem.

Ídar, como já comentamos, é uma dimensão especificamente descoberta e utilizada pelos seres efléricos. A utilização e descoberta aconteceram ao longo de milhares e milhares de anos, até que se formassem organismos capazes de lidar com a estrutura orgânica, tal qual se presencia neste planeta, não sendo este planeta dos mais desenvolvidos que envolvem a espiritualidade humana. Ídar é uma dimensão, portanto, descoberta e desenvolvida no organismo humano, especificamente, através de suas habilidades mentais. Muitos outros seres com a ajuda da espiritualidade humana também se utilizam da dimensão de Ídar, melhorando e alcançando os seus desenvolvimentos. Assim sendo, para a reflexão, vamos colocar uma questão crucial advinda da experiência idárica, isto é, de Ídar. A mente humana não teria possibilidades de armazenar e acessar o volume de memória e de impressões da realidade cotidianamente, somadas à memória e disponíveis a qualquer instante, se esta memória estivesse alojada na estrutura física corporal simplesmente. O atraso biodinâmico, bioeletrônico, bioquímico traria um tempo absurdo para o acesso mnemônico. Como a mente humana consegue vasculhar os seus bilhões de instantes, sem considerar o tempo, considerando apenas o atraso, como se diz, o delay, orgânico para captar a memória disponível instantaneamente, isto só é possível porque a memória humana encontra-se alojada em fios, placas, fitas, blocos, organizados pela própria estrutura orgânica, em Ídar. A característica fundamental para que isso aconteça reside no fato de que a dimensão binária de Ídar não é temporalmente linear. Ela acontece de forma utemporal, isto é, sem a prerrogativa do tempo. Quem faz essa interface é uma parte do subconsciente que está organicamente conectada ao eixo consciencial. Esta parte é chamada de superconsciência.  Apesar de ser em um processo construído ao longo do tempo, no organismo, ao nível das estruturas celulares, como já dissemos, especificamente, a partir da construção de enzimas pelo núcleo das células e pelo consumo e transformação da energia nas mitocôndrias, todo esse processo recebe a atuação sensciente do ser que, quando encontra-se duplinado, em duplinação, queremos dizer, fora do corpo, esse processo se transforma em relação ao eixo consciencial, em insciência, onde o tempo de Ídar pode se converter por processos dos Fluxos de Interação, chamados de Fi. Fi quer dizer Fluxo de Interação. Este fluxo acontece em Ídar, em direção ao corpo orgânico, controlando, mas além de controlar o corpo físico, para isso, tem como objetivo formar o seu espectro mental, e faz isso interativamente em Ídar. Como o tempo em Ídar não é da mesma forma como na dimensão física tridimensional, a mente inteligente guarda em fitas, fios, placas, blocos recortados, emendados, organizados, chamado mnemos, grupos e estruturas de Ídar relacionados à memória. Isto não acontece apenas em relação à memória, mas também, aos fluxos de fi no corpo físico, promovendo a interface cósmica de energia para o corpo físico, dimensionando amplamente em torno do organismo. Assim, também o processamento dessas memórias e de estruturas sistêmicas da inteligência orgânica, como acontece com a defesa imunológica. Em resumo, queremos deixar a noção de que a utemporalidade de Ídar é usada de forma inteligente pelo ser eflérico silociente, transformando ressonâncias selidentes em estruturas organizadas. Isso acontece instantaneamente, fazendo com que a mente, estando na dimensão binária de Ídar, pense, processando memórias em imensas quantidades, sem a interferência física da terceira dimensão, proporcionando a velocidade do pensamento, e isso explica porque o pensamento não é tão afetado pela estrutura orgânica, física, que é lenta. A estrutura orgânica, física, é utilizada para fazer as conexões finais depois de tudo processado pela mente em Ídar. Assim sendo, qualquer atraso no tempo desse processamento se deve às características específicas de cada um, de seus organismos físicos, muitas vezes sem o desenvolvimento adequado para receber as respostas instantâneas advindas de sua própria mente consciencial. O organismo físico então irá sentir como se a mente estivesse localizada em seu corpo. Na verdade, está, mas não é processada a partir dele, pois, suas memórias não são guardadas no corpo físico, pois ainda que se fossem, seriam perdidas com a morte do corpo físico. Certamente, isso não acontece porque as memórias e o seu processamento, aprendido a partir do corpo e da experiência corporal, são transferidas para objetos abstanciais, muito mais próximos de Éfler do que da terceira dimensão física. Os sentimentos são reflexos dos processos mentais, que agem em locais específicos do corpo, associando e ligando as experiências vividas na vida, na consciência, nos processos corporais em si, que são transformadas, transdutorizadas, processadas de maneira a criarem as suas ferramentas conceituais, como a linguagem e outras formas de interação e compreensão de alguma coisa chamada de realidade. Que seja o amor uma dessas ferramentas para transformar a consciência de forma construtivamente positiva, isto é, que dê retornos nesta realidade, bons, aceitáveis, prazerosos, equilibrados, amplos, verdadeiros, baseados naquilo que o amor pode oferecer para cada um. Paz e Amor. Paz e Amor.

Grupo: Quando fala em ser eflérico, existem seres de outros radashes?

NA: Certamente.

Grupo: Nós somos seres efléricos?

NA: Certamente, vocês, mas nós não. Em algum momento falaremos de nós, mas exige uma abertura para que se possa pelo menos ouvir a história, pois não é possível compreendê-la, até então.

Grupo: Eu gostaria imensamente.

Grupo: Memória. Sobre localização. Você já falou que não daria para a gente armazenar a totalidade da nossa experiência.

NA: No corpo físico.

Grupo: Ou seja, ela estaria disponível em Ídar?

NA: Ela está disponível desde sempre em Ídar em você, a sua memória.

Grupo: Nós esquecemos a memória corporal, por exemplo, algo que a gente aprende culturalmente nesta vida?

NA: Esquece, porque o processo sensciente se submete à ignorância orgânica. Então, é preciso que a cada vez que o ser nasça, que ele busque se desenvolver em sua experiência desde o começo, o que permitirá ultrapassar os seus níveis anteriores, pois, à medida que se desenvolve, a sua estrutura consciencial relembra subconscientemente o que já se sabia e se utiliza desse processo para avançar, para se desenvolver mais. Entretanto, ele estando em um corpo físico, ele deve romper mentalmente com essas limitações. Se assim o fizer, irá precisar imensamente de dois aspectos: a sua confiança em si mesmo e a sua abertura para o outro, o que o levará a intensificar a sua interação com o mundo e consigo próprio. Neste processo, surgirá o aspecto motivacional mais importante – manter-se em harmonia com as forças do amor. Neste caso, o desenvolvimento acontecerá como consequência de um processo natural, quero dizer, sem a interferência externa da própria consciência ou de terceiros. Acontecerá pelos próprios fluxos conscienciais. Eles irão encontrar sozinhos, dentro do seu ser, os fios em Ídar, que conectam os objetivos da vida à experiência do amor. Paz e Amor.

Grupo: Pelo que entendi, você está falando de uma vida a outra. E dentro uma mesma vida?

NA: Da mesma forma, numa própria vida, da mesma forma, de uma vida a outra, da mesma forma em milhares de vida. Conhecemos alguns poucos seres humanos que se lembraram de centenas de suas vidas.

Grupo: O Chico Xavier tinha essa habilidade, não é?

NA: Tinha, não com tamanho alcance, mas com muita virtude.

Grupo: Essas centenas de vida, um ser, por exemplo, ele muda de sexo de uma vida a outra?

NA: Acontece. Não necessariamente alternando.

Grupo: A memória não está no corpo…

NA: Também. Para ser vivenciada nos processos orgânicos baseados nas interações necessárias para a sobrevivência e para o desenvolvimento.

Grupo: E uma memória de um comportamento cultural, corporal, como música, dança, minúcias gestuais?

NA: Está incluído da mesma forma

Grupo: Perde-se quando morre?

NA: Perde-se aquela memória que é mais do interesse corporal, por exemplo, a memória do equilíbrio corporal, pois ela é construída com o objetivo da locomoção inicialmente e ao longo da vida para ampliar as noções outras, diversas.

Grupo: O que faz um ser ser um ser? Se ele volta tantas vezes, com sexos diferentes? Quando a gente morre, continua sendo eu, por exemplo, minha mãe. Encontrou parentes, nos visitou, mas quem é minha mãe? Qual a relação dela com outras vidas?

NA: Pense comigo. Primeiramente, até um certo “momento”, ela estará com os efeitos da experiência da sua última vida. Esse “tempo” que esse efeito irá perdurar relaciona-se ao desenvolvimento mental de cada um. Uma pessoa pouco desenvolvida irá fazer o tempo ficar em suspenso. Ela poderá ficar décadas, sem mover absolutamente nada em sua percepção de realidade. Poderá estar estagnado até que alguém a ajude. É o que acontece e o explique e expanda a sua senciência, a sua insciência, que é o estado de consciência daqueles que estão fora do corpo físico. Uma pessoa desenvolvida é capaz de se perceber, baseada em seu desenvolvimento. Ela pode se perceber em sua última vida, visitar os seus filhos, ou olhar por eles, ou até mesmo lembrar de outras experiências, ou até de todas. Como não há o tempo físico, da mesma forma que acontece na terceira dimensão, entendendo-se a terceira ou quarta dimensão como sendo aquilo que você percebe e vive aqui e agora, o tempo insciente é completamente diferente e pode acessar suas memórias. Se assim o seu desenvolvimento permitir, ele acessa e se lembra de todas as suas vidas, ou pelo menos de algumas, depende do seu desenvolvimento. Desta forma, a sua mãe ainda está no processo intermediário, fazendo visitas e sendo amparada por aqueles que conviveu e mesmo estando em outros, estes outros parentes eles podem se desenharem ao reconhecimento da sua mãe para que o objetivo seja esse reconhecimento. De uma forma geral, isso é feito com assistência de seres abnegados, absolutamente desenvolvidos, capazes de orientarem com perfeição aqueles que chegam da experiência tridimensional, digamos assim.

Grupo: Acontecem reencontros na nossa vida tridimensional?

NA: Muito.

Grupo: Pode me responder, uma vez fui para a Europa, mas sempre tive a sensação de que já conhecia a xxxx. É verdade?

NA: Verdade, já conhecia de muitas vidas. Vocês já foram companheiros.

Grupo: Curioso porque sempre suspeitei isso. Então consegui acessar isso.

NA: Perfeitamente. Confie, o mais difícil é entender que a confiança enviará sinais cada vez mais corretos daquilo que sente. O que distorce o aspecto de correto não é a mensagem enviada pelo seu eixo consciencial, mas sim, a sua capacidade de reconhecê-la, o que depende da sua confiança.

Grupo: Esses últimos tempos tenho pensado muito em minha mãe, tenho sentido falta.

NA: É natural.

Grupo: Gostaria de pedir que me equilibre.

Encontro com o Jap. Depois de um tempo, comecei a gravar.

J: Paz e Amor. Agradecemos. Então, como estava dizendo, tente imaginar uma luz, e esta luz pode ser qualquer fonte de luz. Tanto pode ser uma vela, quanto pode ser uma lâmpada, como pode ser a imagem do sol. Mas, essa imagem mental deve ser considerada como sendo parte do seu ser, para que naqueles momentos específicos de angústia, de insegurança, possa revitalizar a sua condição momentânea e para que possa ampliar a sua fé em si, ou em qualquer outro aspecto da consideração da sua crença. Pois, o exercício da crença pode trazer bons resultados práticos. Mas, essencialmente, confiar em si. Pois, se confiares na sua crença e não confiares em si, a crença irá dominar a sua concepção. É preciso, portanto, o que sugerimos, é que confie em si, e na essência do amor dentro do seu ser. O coração é um símbolo dessa relação mundialmente reconhecida neste planeta, não? Porque suas impressões o transformam. Fique de pé, por favor, para que possa atender ao seu pedido. Paz e Amor. Paz e Amor.